Gasto maior do brasileiro é com moradia
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quarta-feira, 14 de março de 2001
Agência FolhaDo Rio 
Pesquisa divulgada ontem pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) do Rio revela que os gastos do brasileiro com alimentação diminuíram, enquanto aumentaram as despesas com habitação (aluguel, condomínio, contas de água, luz, gás, telefone, IPTU e móveis em geral).
De acordo com o levantamento, os brasileiros gastam, em média, 25,12% de seu orçamento com alimentação. No levantamento anterior, feito em 92 e 93, esse número era maior: 30%. Os alimentos, que antes ocupavam a primeira posição nos gastos do consumidor, passaram ao segundo lugar.
A habitação, que na pesquisa anterior era a segunda maior despesa do brasileiro (25%), passou a ser a principal. Aluguel, telefone e energia elétrica, além de outros itens que a compõem, são os que mais contribuem, nessa ordem, para o comprometimento de 31,14% do orçamento familiar.
Isso não quer dizer que o brasileiro está comendo menos. Significa que os preços dos alimentos subiram menos nos últimos anos do que em relação aos gastos com habitação, explicou Paulo Sidney de Melo Cota, chefe do Centro de Estudos e Preços do Instituto Brasileiro de Economia da FGV.
O estudo, que serve como base para o cálculo do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que compõe o IGP (Índice Geral de Preços), pela primeira vez foi feito fora do eixo Rio-São Paulo. Foram pesquisados os hábitos de consumo dos moradores de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Goiânia e Brasília, durante os anos de 1999 e 2000.
Assim como a alimentação, as despesas com educação também diminuíram: eram 12% em 92 e 93 e passaram para 9,22% em 99 e 2000. A diminuição dos gastos nesse setor mostra a troca da escola particular pelo ensino público, informou Paulo Sidney de Melo Cota, chefe do Centro de Estudos e Preços do Instituto Brasileiro de Economia da FGV. O terceiro maior gasto do brasileiro é com transporte (13,94%).


