Brasília - Mesmo com regras mais rígidas, as despesas com o seguro-desemprego subiram 30% nos primeiros seis meses deste ano na comparação com igual período de 2014. Segundo dados da prestação de contas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), de onde saem os recursos para o pagamento do benefício, os custos aumentaram de R$ 15,3 bilhões de janeiro a junho de 2014 para R$ 20 bilhões no mesmo período deste ano - recorde histórico.
Os desembolsos para o pagamento do benefício na primeira metade do ano chegaram próximo ao que o governo estima gastar em todo o ano de 2015: R$ 26,8 bilhões, redução de R$ 6,4 bilhões em relação a 2014. O Ministério do Trabalho informou que, no ano passado, 8,5 milhões de trabalhadores pediram o benefício. Com as novas regras, a expectativa do governo é que as solicitações caiam 19%. Em outras palavras, 1,6 milhão dos trabalhadores que pediram em 2014 não podem mais solicitar o benefício porque não cumprem as novas exigências.
O endurecimento nas regras para o pagamento do seguro e de outros benefícios trabalhistas e previdenciários fez parte do pacote de ajuste fiscal elaborado pela equipe econômica e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, após aprovação pelo Congresso Nacional. A partir de agora, tem direito ao benefício pela primeira vez quem trabalhou ininterruptamente nos últimos 12 meses; para um segundo pedido, é preciso ter trabalhado por nove meses; para um terceiro pedido, por seis meses.

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