Gastech quer abastecer toda a região
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quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Começa a funcionar hoje em Londrina o primeiro posto de Gás Natural Veicular (GNV) do Norte do Paraná. O empreendimento, inaugurado ontem, consumiu investimentos na ordem de R$ 10 milhões, na primeira fase, e deve chegar a R$ 20 milhões, dentro de um ano, quando poderá distribuir o produto para indústrias e outros postos e cidades. Durante a solenidade de inauguração, foi realizada uma simulação de abastecimento, mas por conta de alguns ajustes técnicos, os consumidores só poderão abastecer os veículos a partir de hoje. O preço do metro cúbico de gás para veículo será R$ 1,49.
Estima-se que exista em Londrina cerca 250 veículos convertidos para usar o GNV e a expectativa é que em um ano perto de 2% da frota do município - estimada em 250 mil veículos - esteja convertida. A chegada do posto de GNV, nas esquinas das avenidas Rio Branco e Brasília, gerou 15 empregos diretos.
O Complexo Gastech, parceria entre a Gastech, a White Martins e a GásLocal - joint-venture entre a White Martins e a Petrobrás - pretende ser referência e abastecer toda a região norte do Estado e algumas cidades da região oeste do estado de São Paulo. ''Nosso objetivo é disponibilizar gás onde não tem. Londrina tem grande potencial e será um mercado importante por conta de toda a região que envolve'', frisou o diretor-executivo da White Martins, Marcelo Rodrigues.
Segundo ele, o Complexo Gastech tem capacidade inicial para abastecer 4 mil veículos por dia, com distribuição de 500 mil metros cúbicos por mês. Além do segmento veicular, o foco do empreendimento é o abastecimento industrial. A partir de agora, conforme Rodrigues, será feito um levantamento para ver quantas indústrias vão poder e querer utilizar o produto.
O diretor comercial da GásLocal, João Caleffi, acrescentou que a proposta da empresa é levar o GNV para regiões que não contam com abastecimento por gaseoduto. ''O objetivo é ampliarmos nossa rede 'virtual' de abastecimento'', disse.
Para o gestor do Complexo Gastech, Waner Labigalini, a implantação do posto de GNV significa a chegada de uma nova cultura de mercado na cidade. Ele acredita que em um primeiro momento, alguns usuários poderão ficar preocupados pensando que o equipamento - de conversão - vai deixar o carro mais pesado. ''Depois, entretanto, os usuários perceberão que isso não faz muita diferença e com a economia proporcionada pelo uso do GNV, aceitarão com mais facilidade o novo produto'', ressaltou Labigalini, lembrando que há vários modelos de equipamentos de conversão.
O diretor da White Martins ainda frisou que a conversão do veículo para o uso do GNV implica redução da potência do motor. ''Mas não é uma redução muito significativa a ponto de prejudicar o desempenho do veículo'', afirmou Rodrigues. O que precisa ser levado em consideração, apontou ele, é a necessidade de instalar um kit de conversão de boa qualidade.
Para o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, a instalação do Complexo Gastech vai trazer muitos benefícios para a cidade. ''É uma alternativa energética a mais para os consumidores e também para os empresários. É mais barata e ecologicamente mais correta'', disse o prefeito.
Segundo ele, a oferta de gás natural poderá ser um incentivo para a abertura de novas empresas na cidade, que têm necessidade de utilizar o produto. ''Já estamos divulgando que temos gás, usando essa alternativa como marketing'', comentou. Na ocasião, tanto o prefeito quanto o representante da White Martins lembraram da indústria Pisos Eliane, que encerrou as atividades na cidade no mês passado, principalmente porque precisava dessa matriz energética para diminuir os custos de produção.


