Gastech anuncia expansão no PR e SP
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sexta-feira, 20 de julho de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O primeiro posto de gás natural veicular (GNV) da Região Norte do Estado será inaugurado no final de agosto em Londrina. No entanto, o Complexo Gastech (associação formada pela White Martins, GasLocal e Gastech) já está de olho no mercado regional. Até o final do ano deverão ser inaugurados pontos de distribuição de GNV em Maringá (Região Noroeste) e Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana). No próximo ano, a expansão deverá ocorrer no interior de São Paulo e também há estudos sobre o mercado potencial de Apucarana (Região Centro-Norte). O orçamento previsto para a implantação de todo o projeto é de cerca de R$ 20 milhões.
Naqueles municípios deverão ser firmadas parcerias com postos de combustíveis já estabelecidos e será feita apenas a distribuição do GNV. Segundo o diretor corporativo do Complexo Gastech, Waner Labigalini, o gás natural chegará aos postos transportado em carretas cilíndricas, enquanto os estabelecimentos precisarão apenas de um dispenser (adaptador) para abastecer os veículos. Em Maringá, estão sendo feitos estudos de localização dos postos de combustível e riscos sócio-ambientais (questões de segurança). Já em Mauá da Serra, o ponto deverá ser instalado na rodovia, no sentido Curitiba-Londrina. ''Em Maringá, em dois anos, deverá ser construído um complexo semelhante ao de Londrina (onde é feito o processo de regaseificação)'', informou.
Já a Compagas pretende estender a rede de GNV (com gás canalizado) para Ponta Grossa ainda neste ano. A cidade deverá ganhar dois postos e está sendo estudada a instalação de um outro na rodovia. Em Londrina, o posto está instalado na Avenida Brasília, 2.257 (esquina com Avenida Rio Branco). O gás que vai abastecer a cidade virá de Paulínea (SP), via transporte rodoviário. O produto chegará em seu estado liquefeito (GNL) e, no local, vai passar por um processo de regaseificação. O custo do metro cúbico já está definido em R$ 1,49. ''A diferença é que com um metro cúbico o veículo anda mais do que com gasolina e álcool'', salientou Marco Aurélio Biesemeyer, coordenador da área de Gás Natural da Compagas.
Segundo ele, com relação à gasolina a economia com GNV é de, no mínimo, 20%. ''Por exemplo, em um carro que faria 8 quilômetros com um litro de álcool ou 10 quilômetros com um litro de gasolina, com o GNV, a relação seria de 12 quilômetros por metro cúbico'', informou Biesemeyer. Talvez o incoveniente seja a potência. Com o gás natural, o veículo perde cerca de 10% do rendimento. ''O motorista comum nem percebe e, também, nos centros urbanos não se costuma usar toda a potência do veículo. Em carros 1.0 a diferença é maior, já nos veículos com motor acima de 1.4 não faz muita diferença'', explicou o coordenador. O mercado paranaense de gás natural cresce cerca de 18% ao ano.
Ontem, o Complexo Gastech promoveu palestras para taxistas e frotistas. O objetivo é passar informações sobre segurança e o uso do gás nos segmentos veiculares. Segundo o gerente nacional de vendas da White Martins (empresa que fornece os kits de conversão e os cilindros), Manoel Duarte, os preços dos kits variam de R$ 3 mil a R$ 5 mil. Atualmente, os carros convertidos usam dois combustíveis (GNV/gasolina ou GNV/álcool) e, por isso, não haveria problemas com autonomia em viagens longas.


