Depois de venderem o litro de gasolina a R$ 1,79 por apenas um dia, dois donos de postos de combustíveis de Londrina voltaram, ontem, a comercializar o produto pelo preço anterior, entre R$ 1,91 e R$ 1,93.
''O concorrente voltou ao antigo preço e eu voltei também'', justificou o proprietário do Posto Carajás, Emílio Santaela, que reajustou o litro para R$ 1,91. Ele referiu-se ao Posto Duim, que fica em frente ao seu estabelecimento e anteontem reduziu o valor cobrado pelo combustível, forçando os postos da vizinhança a reverem os preços.
O proprietário do Posto Duim, que vendia gasolina a R$ 1,93 ontem, não quis dar entrevista para explicar porque adotou a ''promoção relâmpago'' de apenas um dia. Santaela informou à Folha que ontem de manhã o concorrente ficou sem gasolina no estoque. Quando o posto foi reabastecido, os preços voltaram ao normal. ''Isso foi o que nós vimos'', disse.
José Carlos de Lusa, proprietário do Posto Samuara e vizinho dos dois postos, afirmou que não entendeu porque os preços dos concorrentes baixaram por um dia, apenas, mas aprovou o reajuste adotado pelos empresários. ''É impossível manter o negócio cobrando R$ 1,79. Deve ter sido briga pessoal dos dois''.
Consumidores que procuraram os postos após se informarem sobre a queda pela imprensa sentiram-se enganados pelos empresários. O analista de seguros Renato Desiderioni saiu de outra região da cidade para abastecer no Carajás e se decepcionou com o preço. ''Abaixar em um dia e aumentar no outro, para mim, é enganação'', criticou. Santaela confirmou que os clientes ficaram desgostosos com o novo preço. ''Hoje (ontem) teve muita reclamação''.

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