Rio - A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina nas refinarias em 1,08%, com impacto desprezível para o consumidor de cerca de R$ 0,01 por litro nas bombas, segundo a Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis). Em compensação, o óleo diesel terá aumento de 4,35%, com reflexo de até 3% nas bombas. O reajuste foi anunciado ontem às distribuidoras e começa a vigorar a partir da zero hora de amanhã.
É a quinta vez que a estatal mexe nos preços da gasolina em 2002. No primeiro dia do ano, reduziu o preço cobrado nas refinarias em 25%, o que correspondeu para o consumidor a uma queda máxima de 16%. Depois, promoveu três aumentos que totalizaram uma elevação de 23% no valor pago pelas distribuidoras, e praticamente anularam o ganho anterior dos consumidores. A empresa informou, em nota oficial, que os reajustes foram promovidos com o objetivo de manter seus preços competitivos em relação ao mercado internacional.
Segundo a nota, a cotação da gasolina no Golfo Americano, usado como parâmetro pela estatal, esteve nos últimos 15 dias 0,34% abaixo do verificado no período anterior ao último reajuste, em 6 de abril. Mesmo assim, a empresa promoveu uma redução de 2,14% em seus preços internos, sem impostos. Contando com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto federal sobre os combustíveis, de R$ 0,5011, o litro de gasolina sairá das refinarias a R$ 0,9961, ante os R$ 1,0069 vigentes.
A Cide amortece os reajustes promovidos pela Petrobras em seus preços de faturamento. No caso do diesel, a estatal informou que a variação no mercado externo foi de 6,36% e, por isso, decidiu aumentar em 5,02% seu faturamento por litro vendido. Com a Cide, diz a nota, o preço para as distribuidoras subirá, em média, 4,35%, chegando a R$ 0,6514 por litro.
Os reajustes anunciados ontem foram promovidos mais de um mês após as últimas alterações de preços. Mesmo assim, o presidente da companhia, Francisco Gros, afirmou que a fórmula quinzenal de reajuste está mantida. Segundo ela, a Petrobras mexeria nos preços 15 dias após o último reajuste, sempre que a variação no mercado externo ultrapassasse os 5%. Senão, o reajuste seria feito 30 dias depois, independentemente do grau de variação dos preços externos.
A Petrobras terá agora um concorrente de peso no mercado de combustíveis. A Esso, filial brasileira da gigante americana ExxonMobil, solicitou autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para atuar como importadora de combustíveis.

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