Brasília - O Banco Central (BC) reduziu as projeções de aumento do preço da gasolina neste ano de 2,2% para 1,3%. A previsão de reajuste para os preços do gás de botijão em 2003 também caiu, de 5,4% para 5,3%. As estimativas constam da ata da reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada ontem.
Já para as tarifas de energia elétrica residencial, as projeções apontam um aumento maior neste ano, de 21,2% contra os 20,8% projetados em setembro. Para as tarifas de telefonia fixa, a estimativa de reajuste para o ano caiu de 25,7% para 25,5%.
Com essas revisões nas expectativas de aumento das tarifas, o Copom reduziu em 0,1 ponto percentual a estimativa para reajuste do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados (tarifas públicas e preços monitorados como o dos combustíveis) ao longo deste ano. De acordo com a ata, esses preços deverão subir 13,9% e não mais 14% como previsto anteriormente, em razão, principalmente, da menor projeção de reajuste da gasolina.
Para 2004, o Copom elevou a projeção de reajuste para o conjunto dos preços administrados, de 8,3% para 8,9%. A justificativa é que o Copom passou a trabalhar com projeções específicas de cada item dos preços administrados porque, ''à medida que se aproxima 2004, torna-se possível obter informações mais precisas a respeito de reajustes de itens específicos para aquele ano, notadamente para os itens decididos em nível estadual e municipal''.

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