Gasolina tem alta de 9% em Curitiba; álcool sobe 20%
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segunda-feira, 09 de julho de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os preços da gasolina e do álcool voltaram a subir e pegaram os motoristas de surpresa em Curitiba. Em vários postos, o litro da gasolina passou de R$ 2,19 para R$ 2,39, o que representa um aumento de R$ 0,20 por litro ou 9,13%. O álcool também passou por reajuste. O litro do produto custava R$ 1,15 e ontem era comercializado por R$ 1,39, o que dá um aumento de 20%.
De acordo com levantamento semanal de preços realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço do litro da gasolina variava de R$ 2,10 a R$ 2,49 na semana de 1º a 7 de julho em Curitiba. Na Capital, o litro do álcool podia ser encontrado entre R$ 1,05 e R$ 1,59. Em Londrina, o litro da gasolina variava de R$ 2,36 a 2,49 e o do álcool de R$ 1,19 a R$ 1,45.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, disse que muitos postos estavam trabalhando com preços abaixo do custo. ''Curitiba sofre uma guerra de preços contínua desde o começo do ano'', destacou. Segundo ele, este último aumento foi repassado pelas distribuidoras de combustíveis. No entanto, o sindicalista ressalta que a Capital ainda tem um dos menores preços entre as capitais brasileiras. ''Os postos de Curitiba trabalham com margens extremamente baixas e apertadas'', disse. Segundo ele, o aumento não está relacionado ao fato de as pessoas encherem o tanque dos carros para viajarem no período de férias escolares. Fregonese explicou que, só na Capital, há 150 mil veículos circulando a menos na cidade, o que leva a uma queda na média de venda dos postos.
No dia 1º de julho, houve o percentual de álcool anidro misturado na gasolina aumentou de 23% para 25%. A previsão era que, com isso, o preço do litro da gasolina ficasse até R$ 0,03 mais barato para o consumidor final. Mas, a estimativa não se confirmou, ao menos, na Capital. Segundo Fregonese, em algumas localidades foi possível perceber a queda do litro da gasolina. ''Curitiba é uma situação atípica'', afirmou.


