O comportamento do preço dos combustíveis em Londrina, com a possibilidade de aumento autorizado pelo governo em 4% na bomba a partir de 6 de outubro, ainda é uma incógnita. Embora o preço do litro da gasolina e do álcool praticado na cidade seja um dos mais altos do Estado, o consumidor passaria a pagar, já no mês que vem, em torno de R$ 1,84 por litro da gasolina se todo o aumento for repassado. O álcool, caso siga a tendência de alta, pode saltar para R$ 1,10 o litro.
O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, adianta que o valor a ser cobrado nas bombas de Londrina e do resto do Estado vai depender muito do fornecedor. ''As mesmas companhias podem praticar preços distintos nas diferentes praças. O revendedor é quem fica com a menor parte do lucro em toda a cadeia de combustíveis'', argumenta. Fregonese acrescenta que os revendedores ''já pagam tributos ao governo sobre o preço de R$ 1,83 por litro de combustível''.
Os donos de postos dizem que ainda não sabem como vão ficar os preços dos combustíveis. José Carlos De Luza, gerente do Posto Samuara, lembra que o preocupante quadro internacional, com os Estados Unidos na iminência de revidar os ataques terroristas que sofreu semana passada e com o preço do barril de petróleo sob pressão, pode levar a aumentos. ''Talvez seja difícil segurar o repasse'', afirma.
Vanderlei Vicente, do Posto Vista Bela, também acredita que as medidas a serem adotadas pelos Estados Unidos possam influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas. ''Normalmente as companhias repassam os aumentos anunciados pelo governo. Às vezes, por causa da guerra de preços, pode ser que esperem um pouco. Temos que esperar para ver como elas vão reagir'', diz.

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