O consumidor que estava fugindo do etanol devido a alta dos preços do combustível nos últimos meses deve ter uma surpresa nada agradável ainda esta semana. Segundo um proprietário de posto entrevistado pela FOLHA que preferiu não se identificar, a gasolina pode sofrer um novo reajuste de quatro centavos, hoje, ultrapassando a casa dos R$ 3 em diversos estabelecimentos.
Dados da pesquisa semanal de preços realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que o valor médio do combustível na cidade na última semana foi de R$ 2,86, atingindo o preço máximo de R$ 2,99. ''Estou comercializando a R$ 2,98 e, dependendo do mercado, vou ter que chegar aos R$ 3,02. O combustível subiu 12 centavos na últimas semanas'', disse o dono do posto.
Durval Garcia Junior, vice-presidente regional do Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis-PR) comenta que não possui informações sobre este novo aumento, mas destaca que o preço da gasolina está em ascensão nos últimos 45 dias. ''O álcool anidro (que é utilizado na gasolina) continua subindo, então realmente é possível que isso aconteça. Em média, a gasolina está sendo comercializada na cidade a R$ 2,90''.
O representante dos Sindicombustíveis relata ainda que nos postos de Londrina o comércio de etanol está irrisório. ''90% das vendas são de gasolina. Mas acredito que com mais 15 dias a produção do etanol vai estar a pleno vapor no Estado''.
Racionamento
Revendedores de combustíveis de ao menos oito Estados estão enfrentando dificuldade para obter gasolina. As distribuidoras dizem que estão racionando a entrega do produto. O motivo, segundo donos de postos e representantes do setor, é a baixa produção de etanol anidro no começo da safra da cana.
No Paraná, os revendedores disseram que seus pedidos são atendidos com atraso ou com volume menor que o recomendado. Entretanto, Durval Garcia Junior, vice-presidente regional do Sindicombustíveis-PR, afirma que pelo menos em Londrina os postos não estão sofrendo com a falta de distribuição da gasolina.
Dados do Sindicato das Distribuidoras (Sindicom) apontam alta de 30% (total de 600 milhões de litros semanais) no consumo da gasolina nas últimas semanas, na comparação com os números do começo do ano.
O presidente do Sindicom, Alísio Vaz, disse que desconhece o racionamento, mas afirmou que pode ser uma estratégia das distribuidoras para driblar a baixa oferta do anidro no mercado.
A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) diz que o problema de falta de álcool e gasolina foi pontual e afetou apenas alguns postos de bandeira branca.
A Petrobras importou 1,5 milhão de barris de gasolina comum só em abril para garantir o abastecimento. Em todo o ano passado, foram 3 milhões de barris. O etanol anidro compõe 25% da gasolina e na última semana fechou cotado a R$ 2,72 o litro. (Com Folhapress)

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