Gasolina pode subir até 2,6%
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
Humberto Medina<br>Folhapress 
Brasília - A decisão de reduzir o percentual de álcool anidro misturado à gasolina, de 25% para 20%, pode levar a um reajuste, na bomba, do preço da gasolina, de até 2,6%, segundo cálculos do próprio governo divulgados no início da noite de ontem. Para tentar evitar esse repasse ao consumidor, a área econômica estuda reduzir o valor da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o consumo de combustíveis.
''A gasolina (pura, vendida pela Petrobras às distribuidoras) não aumentará. O que aumentará é a mistura final (vendida pelas distribuidoras aos postos), que pode ter um reflexo (aumento de preço para o consumidor) na proporção direta de 25% para 20%, que pode ser alguma coisa da ordem de 1% ou 2%'', disse o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
Com menos álcool misturado, a gasolina aumenta de preço porque, apesar dos últimos reajustes, o álcool continua sendo um combustível mais barato que a gasolina. Dessa forma, quanto menos álcool na gasolina, maior o preço desse combustível. No mercado, a Petrobras vende gasolina pura às distribuidoras. São elas quem fazem a mistura com álcool. Misturando menos álcool, as distribuidoras venderão gasolina mais cara aos postos, que repassarão o aumento aos motoristas.
Em janeiro, o governo já havia ameaçado reduzir a quantidade de álcool na gasolina para conter a alta do preço do álcool.


