Curitiba O preço do litro da gasolina pode ficar até 3% mais caro para o consumidor a partir de hoje. O reajuste pode variar de um posto para outro já que, desta vez, o aumento não é ditado pela Petrobras e sim motivado pela redução do percentual de álcool na gasolina de 25% para 20%.
Já o reajuste no preço do óleo diesel, que poderia chegar a 10% segundo informações de agentes do mercado, não havia sido oficializado pela Petrobras até o final da tarde de ontem. O aumento deste combustível seria para equilibrar o preço do produto com o mercado internacional.
No início desta semana, os postos de combustíveis em Curitiba já tinham aumentado os preços por conta, alegando reposição da margem de lucro. Até a semana passada, a gasolina era vendida na bomba entre R$ 1,92 a R$ 2,14 o litro, segundo pesquisa da Coordenadoria Estadual de Defesa do Consumidor (Procon-PR). No levantamento realizado no dia 29, os preços apresentaram variação de 15,01%. O menor preço era de R$ 1,99 e o maior R$ 2,29. Ontem, a maioria dos estabelecimentos vendia a gasolina a R$ 2,21.
O Procon-PR denunciou o reajuste praticado em Curitiba para a Agência Nacional do Petróleo (ANP), pedindo uma análise do órgão sobre o assunto. Para o coordenador do Procon-PR, Algaci Túlio, o aumento é injustificado. Ele aguarda posicionamento da ANP para decidir de que forma o Procon poderá atuar junto aos postos.
O gerente de um dos postos de combustível em Curitiba, Marcos, ainda não tinha idéia de quanto o preço da gasolina subiria no estabelecimento onde trabalha, mas garantiu que algum percentual seria repassado. Ele preferiu não revelar o nome completo temendo represálias, já que é contra ao reajuste. ''Nosso petróleo não tem nada a ver com Sadam Hussein ou com a guerra. Não há nenhum motivo aparente para esse aumento. É tudo especulação política e financeira'', criticou.
Marcos já prevê queda no movimento a partir desse novo reajuste. Ele reconhece que o consumidor curitibano já aprendeu a aguardar que os postos se obriguem a baixar os preços por conta da redução na procura.

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