O preço do litro da gasolina nas refinarias da Petrobras pode cair em torno de 16% no quinto dia útil de abril deste ano, se forem mantidas as cotações atuais do barril do petróleo Brent DTD (Plant’s Crude Oil Marketwire) e do dólar no câmbio comercial (calculado pelo Banco Central). Para o consumidor, o preço da gasolina teria uma redução de 9% a 12% na bomba. No entanto, o gás de cozinha e o óleo diesel, mantido o comportamento da primeira semana de janeiro, podem ter reajuste, a critério do governo federal.
As projeções foram feitas ontem por técnicos do governo federal, levando em conta a fórmula de reajuste publicada no Diário Oficial da União e com base no comportamento da moeda americana e do barril de petróleo nos dois primeiros dias deste ano. Ou seja, se forem mantidas as variações do petróleo e do câmbio no início de 2001, o consumidor vai contar com uma diminuição do preço da gasolina.
Uma portaria também publicada no Diário Oficial determina que em junho deste ano acabam os subsídios concedidos pelo governo ao querosene de aviação (QAV). Com isso, o preço do produto será cotado de acordo com o mercado internacional. Os subsídios serão reduzidos gradualmente pela equipe econômica.
A complexa fórmula publicada ontem leva em consideração o impacto dos preços dos combustíveis no mercado internacional e a variação do câmbio. Porém, a divulgação do porcentual deste ajuste só acontecerá no segundo dia útil de abril, quando os técnicos do governo avaliarem o comportamento da oscilação da moeda americana e dos derivados de petróleo entre os dias 2 de janeiro e 30 de março de 2001.
Cálculos Em novembro do ano passado, os ministros Pedro Malan (Fazenda) e Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) anunciaram mudanças na política de reajustes dos preços dos combustíveis no mercado brasileiro. De acordo com a decisão do governo, a partir deste ano os preços vão oscilar levando em conta o comportamento dos preços do barril do petróleo no mercado externo e o dólar no câmbio comercial (venda).
Por este motivo, os ministros publicaram ontem a equação que levará ao realinhamento de preços já em abril deste ano. A medida irá se repetir em julho e em outubro. Em 2002 os preços ficarão liberados nas refinarias, o que poderá trazer mais benefícios para os consumidores.
De acordo com um exercício feito por um técnico do governo para a Agência Estado, caso a cotação média do barril do petróleo não ultrapasse os US$ 25 e o câmbio comercial apurado pelo Banco Central fique em R$ 1,938, o preço do litro da gasolina nas refinarias teria uma redução de cerca de 16%.
O mesmo técnico alertou que as projeções foram feitas com base num comportamento da moeda americana e da cotação do barril do petróleo nos primeiros dias de 2001. O porcentual a ser divulgado no início de abril levará em consideração o comportamento num período superior a 75 dias, ou seja, contabilizará as oscilações de agora até o último dia útil de março.
Já para os preços do óleo diesel e do gás de cozinha, segundo o mesmo técnico, há previsão de que ocorra um reajuste. Isso porque a portaria determina que os derivados de petróleo que causam impacto negativo no saldo da Parcela de Preço Específica (PPE) poderão ser reajustados a critério do presidente Fernando Henrique Cardoso, até o limite apurado na fórmula.

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