Gasolina não vai ficar mais barata, avisa ministra
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quarta-feira, 26 de março de 2003
Eduardo Cucolo<br> Agência Folha 
São Paulo A queda do preço do petróleo no mercado internacional e a recente valorização do real em relação ao dólar não vão resultar em uma redução dos preços da gasolina no Brasil, segundo a ministra de Minas e Energia, Dilma Russeff.
De acordo com analistas de mercado, os brasileiros estariam hoje pagando mais caro pela gasolina do que os consumidores de muitos países mais ricos. No entanto, segundo a ministra, assim como a Petrobras não realizou nenhum aumento de preços neste ano quando o petróleo estava em alta, a estatal também não vai reduzir o valor do combustível por conta das recentes quedas.
''O preço está mantido. Como nós não subimos anteriormente, não vamos reduzi-lo agora'', disse Dilma. Segundo a ministra, havia uma defasagem entre o preço da gasolina praticado no Brasil pela Petrobras que poderá ser compensado agora.
Dilma disse também que como não se sabe quanto tempo irá durar a guerra no Iraque, não se pode considerar que o preço do petróleo está estabilizado no exterior. Ou seja, se a Petrobras reduzisse o preço agora e o petróleo subisse novamente, a estatal teria que promover novos reajustes.''A oscilação do preço da gasolina poderia desestabilizar nossa economia'', afirmou.
O último reajuste dos combustíveis promovido pela Petrobras foi no final do ano passado, ainda no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, a empresa elevou o valor da gasolina na refinaria em 12,8% e em 9,5% para o consumidor.
Na semana passada, a Petrobras admitiu que estava segurando o preço da gasolina para evitar impactos na inflação. As fortes altas verificadas nos indicadores desde o final do ano passado foram puxadas, principalmente, pelo aumento dos combustíveis.
Desde o início da guerra, o preço do barril do petróleo já sofreu uma desvalorização de mais de 20% devido aos estoques que foram feitos para a guerra e à expectativa de que o conflito tenha curta duração.


