Gasolina mais cara em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de janeiro de 2003
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Antes do possível reajuste dos combustíveis nas refinarias, no dia 1º de fevereiro, donos de postos em Curitiba já decidiram elevar os preços. Até a semana passada, a gasolina que variava de R$ 1,92 a R$ 2,14 segundo pesquisa da Coordenadoria Estadual de Defesa do Consumidor (Procon-PR) subiu, ontem, para R$ 2,25, na maioria dos estabelecimentos.
Como não há tabelamento, os postos podem praticar os preços que convêm, mas o que acaba ditando aumento ou queda é o próprio mercado. O dono de um posto de combustível em Curitiba, Newton Gusso, nega cartelização. Ele alega que o rearranjo nos preços é, na verdade, a reposição da margem de lucro. ''Com um lucro bruto de R$ 4,20 para encher um tanque de 60 litros não se remunera ninguém'', reclamou.
Ele acusa a concorrência desleal de forçar os demais proprietários a baixar os preços e, com isso, acarretar prejuízos. ''Como que um dono de posto pagando R$ 1,897 pelo litro de gasolina, pode vendê-la na bomba por R$ 1,899?'', indagou, sugerindo prática de adulteração.
O coordenador do Procon, Algaci Túlio, disse que o órgão está atento às denúncias de cartelização e dumping e pretende se reunir com representantes do Sindicombustíveis para discutir o assunto. O Procon, segundo ele, também está preparando uma nova pesquisa de preços para orientar o consumidor.


