Gasolina irregular no Paraná cresce 5%
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quarta-feira, 19 de julho de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba-O índice de não conformidade na gasolina nas amostras analisadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) no Paraná foi de 5% no período de abril a junho deste ano. Neste combustível, o Paraná ficou na oitava colocação em não conformidade perante os outros Estados. O índice do Paraná para a gasolina foi maior que o nacional que atingiu 3,9%. O percentual deste período inclusive é maior que o verificado no trimestre anterior para a gasolina quando o índice de não conformidade ficou em 4,4%.
Para a gasolina foram analisadas 1.624 amostras e 82 foram consideradas não conformes. O maior índice de não conformidade na gasolina ficou com a região de Umuarama, Paranavaí, Guaíra e Nova Esperança (11%). A região de Londrina, Cambé e Cornélio Procópio teve índice de 9,3% e maior que a Capital (3,7%). As informações foram divulgadas ontem pela ANP através do levantamento Boletim da Qualidade dos Combustíveis.
Em março de 2003, o Paraná chegou a um índice de não conformidade na gasolina de 22,7%, o segundo maior do Brasil e só perdia para Alagoas (31,1%). Para mudar este cenário a Promotoria de Investigação Criminal (PIC) da Capital juntamente com as Polícias Civil e Militar e outras instituições realizaram algumas megaoperações para tentar reduzir o problema.
No diesel, o índice de não conformidade no Estado foi de 3,8%. Das 853 amostras analisadas, 32 apresentaram problemas. O índice do Paraná ficou na quinta colocação entre os Estados, se manteve estável em relação ao trimestre anterior e foi menor que o porcentual nacional de 3%. O maior porcentual ficou com a Capital (8,4%) juntamente com a região de Ponta Grossa, Campo Largo, Araucária e Campina Grande do Sul. Na região de Londrina, Cambé e Cornélio Procópio, o índice foi de 4,7%.
Para o álcool hidratado, o índice de não conformidade foi de 1,5%, o que colocou o Paraná na 21 posição entre os outros Estados. O índice é menor do que o do trimestre anterior (2,2%) e também inferior ao Brasil que atingiu 3,6%. Foram analisadas 1.620 amostras e 24 estavam em não conformidade. Neste combustível, o maior porcentual de não conformidade ficou com a região de Londrina, Cambé e Cornélio Procópio com 5%.


