Gasolina faz cesta de preços administrados ter alta
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segunda-feira, 12 de março de 2007
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os preços administrados e monitorados por contrato tiveram alta de 0,12%, no mês de fevereiro, em Curitiba, na comparação com janeiro, e de 0,45%, comparando com o mesmo mês de 2006. O resultado poderia ter sido diferente, não fosse a alta de 1,24% no preço da gasolina - único item da cesta de serviços públicos, pesquisada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese)-, que teve alta. Em janeiro, as tarifas públicas haviam recuado 0,69%.
Para o economista do Dieese, Sandro Silva, o aumento nos combustíveis - o álcool também subiu 2,57%, mas não integra a cesta -, mais uma vez, seria resultado do aumento na margem de lucro na revenda, já que nas distribuidoras houve queda de 1,83% no preço da gasolina e de 3,33% no preço do álcool. Isso comparando fevereiro com o mês anterior.
O que contribuiu para que a alta das tarifas públicas não fosse maior foi a redução de 0,44% nos custos com o transporte coletivo, considerando que fevereiro teve menos dias úteis.
O cenário, por enquanto, é otimista em relação ao custo dos serviços públicos. Segundo Sandro Silva, já era esperado que nos primeiros meses houvesse queda ou índices próximos de zero. ''Mas, dificilmente, os serviços públicos fecharão o ano com deflação'', acrescentou, lembrando que isso dependerá muito da política tarifária para os serviços de saneamento, que no ano passado não tiveram reajuste, e do transporte coletivo em Curitiba, que, em junho, completará dois anos sem aumento.
Para março as projeções são de ligeira alta: 0,42%. A gasolina aparece, novamente, como uma das responsáveis pela variação positiva, com aumento estimado em 1,35%. O gás de cozinha deve subir 0,33% e o transporte coletivo 0,46%, por conta do maior número de dias úteis. Os serviços de correio, também, contribuirão com o índice positivo, a partir do reajuste de 6,74%.
Nos dois primeiros meses do ano, a variação das tarifas públicas acumula recuo de 0,57% e, nos últimos 12 meses, de -0,38%. Com o resultado de fevereiro, o custo dos serviços públicos para uma família curitibana foi de R$ 484,06, ou seja, seria necessário o valor correspondente a 1,8 salário mínimo para fazer frente a essa despesa.


