Gasolina em Londrina está entre as mais caras
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de janeiro de 2003
Carolina AvansiniReportagem Local 
O preço da gasolina em Londrina é um dos mais caros do Paraná. De acordo com o site da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana passada o valor médio cobrado pelo litro era de R$ 2,26 no município, chegando a R$ 2,29 em alguns postos. No mesmo período, em Curitiba, os consumidores pagaram R$ 2,09 pelo litro, o que revela diferença de R$ 0,17. Em Cascavel, a gasolina custava R$ 2,14 na mesma semana. O consumidor de Foz do Iguaçu desembolsou R$ 2,21 pelo produto enquanto as empresas de Maringá cobraram R$ 2,25.
Apesar dos postos de combustíveis arcarem com custos semelhantes, representantes do setor afirmam que a diferença entre os mercados explica a diversidade de preços. ''Londrina tem excesso de postos e a venda média é abaixo do padrão. Por isso, o empresário não pode diminuir a margem'', defende Roberto Fregonese, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis).
Ele também culpa o poder público pelos preços exorbitantes, justificando que o dono de posto paga R$ 0,54 pelo litro da gasolina e R$ 0,75 pelo ICMS correspondente. ''Os governos deveriam rever o excesso de tributos'', opinou.
Empresários de Londrina, por sua vez, garantem que apenas repassam para o consumidor o preço cobrado pelas distribuidoras. Antonio Marques da Silva, dono de um posto bandeira branca, está vendendo gasolina a R$ 2,26 enquanto paga R$ 1,97 pelo litro. A margem de 12%, segundo ele, está abaixo da média histórica de 14% praticada no País.
José Carlos de Luza, revendedor da Ipiranga que comercializa o litro a R$ 2,29, lembra que o valor praticado na cidade já foi um dos mais baratos do Brasil. ''As companhias fazem promoções em determinados lugares'', disse.
Diante de tantas justificativas, os consumidores se esforçam para entender a variação de preços e buscam alternativas para lidar com as constantes altas. ''Em Londrina, existe um monopólio não declarado oficialmente, mas nítido, entre os postos'', criticou o arquiteto Mário Pedroso.
Após as últimas altas, ele está colocando 10% a 15% do valor gasto com combustível em álcool, para tentar diminuir o custo. ''Além disso, estamos pagando mais caro por uma gasolina de qualidade inferior'', reclamou.
A funcionária pública Angélica Torino não tem reajuste salarial há oito anos e enfrenta dificuldades para continuar utilizando o carro. ''Há um cartel em Londrina que impede os preços de abaixarem'', disse.
COMPARE OS PREÇOS
Cidade Preço médio (R$)
Campo Mourão 2,07
Curitiba 2,09
Ponta Grossa 2,13
Cascavel 2,14
Guarapuava 2,15
Paranavaí 2,19
Foz do Iguaçu 2,21
Umuarama 2,22
Maringá 2,25
Londrina 2,26
Apucarana 2,28
Fonte: ANP


