Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu para 0,33% na primeira prévia de novembro, ante 0,05% em igual período de outubro, sob impacto especialmente dos reajustes nos preços da gasolina e nas tarifas de telefonia fixa. Apesar da alta, o coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, disse que ''não há qualquer sinal preocupante'' para a inflação no momento.
Ele estima que o IGP-M fechado de novembro será superior aos 0,39% de outubro, mas disse que isso significa apenas que o índice voltará ao nível ''normal''. Segundo Quadros, ''a taxa vai voltar para uma situação normal, saindo de uma combinação incomum de fatores favoráveis'' que marcaram os últimos dois meses.
Entre esses fatores, ele destaca a forte desaceleração dos preços dos produtos alimentícios e os poucos impactos dos administrados. Em novembro, o quadro mudou na primeira prévia e a gasolina registrou variação de 3,0% no varejo, ante queda de 1,5% no mesmo período de outubro. A tarifa de telefone residencial subiu 0,4%, ante queda de 0,2% na primeira prévia do mês anterior. Os produtos alimentícios, também no varejo, reduziram o ritmo de queda de 0,78%.
Entre os componentes do IGP-M na primeira prévia, o Índice de Preços por Atacado (IPA-M) ficou em 0,31%, ante 0,04% em igual período de outubro. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) subiu para 0,15%, ante deflação de 0,06% em igual período do mês passado. Por fim, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-M) ficou em 0,93%, ante elevação de 0,43% apurada na primeira prévia do IGP-M de outubro, sob impacto especialmente do aço (6,9%). No ano, o IGP-M acumula alta de 11,05% e em 12 meses, de 11,73%.

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