Gasolina e telefone pressionam inflação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de dezembro de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os aumentos nos preços da gasolina e do telefone fixo foram os que mais pressionaram a inflação em 2004. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), medido a cada três meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fechou o ano com variação de 7,54%. Em Curitiba, o índice foi o mais alto das capitais pesquisadas, com variação de 9,72% nos preços. O IPCA-E levanta os preços dos produtos mais consumidos pelas famílias de um a 40 salários mínimos, mais os gastos com condomínios e aluguéis.
Na variação do IPCA-15 de dezembro (prévia quinzenal do Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Curitiba apresentou índice de 0,77%, abaixo da média nacional de 0,84%. O IPCA-15 nacional ficou acima do resultado de 0,63% de novembro. Em dezembro, gasolina, álcool, ônibus urbanos, telefone fixo e vestuário foram os principais responsáveis pela alta do índice.
Em dezembro, além da gasolina, que ficou 3,45% mais cara para o consumidor em razão de reajuste ocorrido nas refinarias, e do álcool, que teve alta de 8,64% devido aos aumentos praticados nas usinas, outros itens importantes na despesa das famílias também contribuíram para elevar o resultado do índice. As contas de telefone fixo aumentaram 1,89%. Os artigos de vestuário tiveram alta de 1,13%. Juntos, estes itens foram responsáveis por cerca da metade da taxa do IPCA-15 do mês, 0,45%.
A região de Curitiba registrou alta de 0,28% nos preços dos grupos dos alimentos, contra alta de 0,19% na média nacional. Os preços dos alimentos foram pressionados pelo reflexo do aumento de preços das carnes. Os artigos de limpeza tiveram alta de 0,71%, contra o,11% da média nacional. Por outro lado, os artigos do vestuário, com alta de 0,91% e álcool combustível, com alta de 6,34%, ficaram abaixo da média nacional.
A gasolina, cujo litro teve aumento de 12,09% para o consumidor, foi responsável por 0,51% do IPCA-E do ano, constituindo-se no principal impacto individual, de acordo com o IBGE. Já em 2003, os preços haviam se mantido relativamente estáveis, com apenas 0,63% em todo o ano. O álcool, por sua vez, que fechou 2003 com queda de 14,23%, em 2004 chegou a ficar 30,84% mais caro.
Outros itens que exerceram pressão no ano foram: telefone fixo (14,73%), automóveis usados (13,79%), automóveis novos (11,36%), colégios (11,22%), remédios (7,38%) planos de saúde (10,52%) e energia elétrica (9,66%). Somados aos combustíveis, estes itens foram responsáveis por 3,32% de contribuição, ou seja, quase metade do resultado do ano.


