Gasolina é novo contrabando em Foz
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de agosto de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
A concorrência entre os 49 postos de combustíveis de Foz do Iguaçu, aliada à briga desigual com os empresários paraguaios e argentinos que chegam a vender o litro da gasolina até R$ 0,55 mais barato, estão mantendo o preço estável.
Esta é a análise de proprietários de postos e fiscais do Procon, já que ambos acompanham semanalmente as variações de preço em todos os pontos de venda. No último levantamento, realizado pelo órgão e divulgado ontem, os valores mínimo e máximo do litro da gasolina registrados foram de R$ 1,485 e R$ 1,599. Os dados são confirmados em pesquisas feitas por donos de postos que procuram acompanhar de perto os índices dos concorrentes.
Valter Venson, um dos empresários do ramo, entregou ontem diversos relatórios ao coordenador do Procon, Carlos Alberto Ferreira Paez. Entre eles, dados sobre os custos da empresa. O lucro médio por litro de gasolina em Foz é de 9%. Bastante baixo se compararmos ao diesel, por exemplo, comentou Venson.
O empresário apresentou ainda dados históricos que mostram lucro sobre a gasolina que chegaram a 16% (média de 1996) e também insistiu em lembrar o custo do frete (que chega a R$ 0,05 por litro), considerado o mais caro do Estado. Estamos no final da BR-277 e próximos ao Paraguai a Argentina, onde o litro da gasolina chega a ser vendido por R$ 1,05. A concorrência esmaga o empresário.
Paez também concordou com os argumentos do proprietário, mas destacou que quem acaba ganhando com a disputa pelo melhor preço é o consumidor. Os preços ainda são altos se comparados ao restante do Estado, mas a situação é boa para o consumidor, disse o coordenador do Procon.


