Curitiba As tarifas públicas tiveram uma queda de 1% em junho, em Curitiba. No primeiro semestre, o índice teve aumento de 0,39% e no últimos 12 meses a elevação foi de 4,92% valor superior a inflação do período. Os maiores responsáveis pela queda no valor da cesta de tarifas foram a gasolina que caiu 4,26% e a energia elétrica que teve redução de 1,51%. Este porcentual da energia é referente apenas ao período de 24 a 30 de junho e não reflete ainda o índice médio de redução para os consumidores residenciais anunciado pela Copel de 7%. As novas tarifas para a conta de energia passaram a vigorar a partir de 24 de junho.
Segundo o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Sandro Silva, nas últimas semanas já foi verificada uma tendência de alta da gasolina mas, a expectativa é que o preço deste combustível não se sustente. Em junho, Curitiba teve a média de valor da gasolina mais barata do Estado (R$ 2,40). Londrina foi a cidade com o 13º preço mais caro (R$ 2,56). No álcool, Londrina ficou na nona colocação com valor médio de R$ 1,66 e Curitiba na 27 posição com valor de R$ 1,46.
De acordo com ele, nos últimos 12 meses, a cesta de tarifas teria subido mais que a inflação devido a três fatores. O primeiro deles foi a alta de 18% no preço da gasolina que tinha um preço médio de R$ 2,08 em junho de 2005 que subiu para R$ 2,40 em junho de 2006. Além disso, a energia residencial teve um aumento 7,84% em 2005 e o pulso e assinatura básica do telefone fixo tiveram reajuste de 7,27% no ano passado.
Silva lembrou que o consumidor residencial pagava a conta mais cara para subsidiar o consumidor industrial, prática chamada de subsídio cruzado. Com a redução do subsídio e o fim da CVA (custos não administráveis das empresas de energia), a conta de luz teve uma redução média de 6,47% para quem pagava a conta em dia e de 12,31% para quem não utiliza o desconto médio de 7% que era concedido até o dia 24 de junho. Na prática, quem paga a conta em dia teve redução de R$ 0,41 para R$ 0,39 o kilowatt/hora e para quem não aproveitava o desconto a redução foi de R$ 0,44 para R$ 0,38 o kilowatt/hora.
Em junho, a cesta de tarifas também teve o impacto do aumento do táxi que passou a vigorar a partir de 7 de maio em Curitiba. De acordo com dados do Dieese, o quilômetro rodado bandeira 1 passou de R$ 1,40 para R$ 1,60 o que significa um aumento de 14,29% e a bandeirada inicial de R$ 3,40 para R$ 3,50, o que representa uma alta de 2,94%.
Silva informou que o último aumento aplicado pela Urbanização de Curitiba (Urbs) para o táxi foi em agosto de 2004. De acordo com ele, o passageiro que faz corridas de até 5 quilômetros terá um aumento equivalente a inflação do período (o IPCA subiu 10,57% de agosto de 2004 a junho de 2006). Quem faz uma corrida de 10 km, por exemplo, pagava R$ 16,40 e agora vai desembolsar R$ 19,50, o que significa um gasto a mais de 12,09%. A Urbs confirmou que aplicou o aumento.
Em junho, o custo da cesta de tarifas públicas para uma família curitibana foi de R$ 487,04. Além da gasolina e da energia elétrica, o diesel teve uma pequena redução de 0,49% em junho. O gás de cozinha subiu 0,95%, a bandeirada inicial do táxi subiu 0,56% em junho e o quilômetro rodado do táxi 2,48%.

mockup