A Polícia Civil de Maringá está aguardando laudo do Instituto de Criminalística (IC), para verificar a possibilidade de mistura no combustível encontrado na Distribuidora Vale Verde, de Mandaguaçu. A empresa foi lacrada anteontem, depois de denúncia anônima, por estar armazenando combustível sem licença. No local a polícia encontrou 25 mil litros de gasolina, e a Vale Verde tem permissão para trabalhar apenas com óleo diesel e querosene.
Ontem um dos proprietários da distribuidora, Edno Diniz Alves, prestou depoimento na Delegacia de Maringá, alegando que estava apenas armazenando e não comercializando a gasolina. Segundo o delegado operacional da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, José Aparecido Jacovós, o empresário alega que assim como outras distribuidoras, estava com ação na Justiça solicitando autorização para comercializar outros tipos de combustível. ‘‘O dono disse que aguarda liminar para a venda de gasolina, e que comprou 30 mil litros esperando uma alta’’, revelou o delegado.
O empresário chegou a mostrar as notas de compra da gasolina à polícia. Mesmo assim, Jacovós garantiu que a situação da empresa é irregular. ‘‘Mas vamos esperar os laudos do combustível para dar continuidade ao procedimento’’, explicou. Além de amostras do combustível armazenado, a polícia recolheu material que estava armazenado em um caminhão tanque que é utilizado pela empresa.
Jacovós conta ainda que apreendeu vários documentos na sede da empresa, inclusive uma lista de aproximadamente 40 postos clientes da distribuidora, todos instalados na região Noroeste do Estado. Caso fique confirmada a adulteração do combustível recolhido, a polícia pretende acionar os órgãos competentes para ações contra o comércio irregular, ou mesmo para ações policiais. A Vale Verde tem capacidade para armazenar cerca de 150 mil litros de combustível.

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