Curitiba - A gasolina e o álcool estão mais baratos para o consumidor final em Curitiba. No período do Carnaval, o litro da gasolina subiu de R$ 2,09 para R$ 2,59. Hoje, o produto pode ser encontrado por R$ 2,49 em vários postos da Capital. No entanto, levantamento semanal de preços realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) aponta que a gasolina é vendida na Capital por um preço mínimo de 2,38. A data-base dos frentistas, agora em março, pode provocar novo aumento no produto.
A ANP aponta ainda que o preço médio do produto estava em R$ 2,21 na primeira semana de fevereiro, passou para R$ 2,52 na segunda (com a proximidade do Carnaval), subiu ainda mais para R$ 2,54 na terceira semana do mês passado e começou março em R$ 2,51. A margem média de lucro dos postos em R$ 0,13 na primeira semana de fevereiro foi para R$ 0,45 com a proximidade do carnaval e hoje está em R$ 0,37. Nas últimas quatro semanas, o preço médio nas distribuidoras passou de R$ 2,08 para R$ 2,13. Em Londrina, o preço médio da gasolina permaneceu inalterado no último mês em R$ 2,52 para o consumidor final.
O álcool, na Capital, estava com preço médio de 1,42 na primeira semana de fevereiro, chegou a R$ 1,62 na semana do Carnaval e no início de março caiu para R$ 1,57. A margem média de lucro dos postos era de R$ 0,14 no começo de fevereiro, passou para R$ 0,36 na semana do Carnaval e, agora, caiu para R$ 0,27. O preço médio do produto na distribuidora estava em R$ 1,28 na primeira semana de fevereiro, passou para R$ 1,27 no Carnaval e agora subiu para R$ 1,30. Em Londrina, o preço médio do álcool ficou praticamente estável em R$ 1,64.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, disse que o mercado oscila. Ele esclareceu ainda que os preços dependem de vários fatores e citou os casos de distribuidoras que operavam com liminares na Justiça para reduzir a tributação de ICMS.
Frentistas- O preço dos combustíveis não deve permanecer neste patamar. Isso porque os frentistas estão em negociação da data-base com o Sindicombustíveis-PR. Este custo, possivelmente, vai refletir no valor final dos combustíveis na bomba. No dia 1º de março, foi realizada a primeira assembléia do sindicato patronal com o sindicato dos trabalhadores em Curitiba. Até o dia 22 de março acontecem novas assembléias nas cidades de Apucarana, Foz do Iguaçu, Londrina, Cascavel, Maringá, Umuarama, Francisco Beltrão, Irati, Telêmaco Borba, Ponta Grossa e Paranaguá.
No final de março, acontece uma rodada de negociação com o sindicato dos trabalhadores para fechar o assunto.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Derivados de Petróleo no Estado do Paraná, Renato Bartnack, disse que os trabalhadores querem um reajuste salarial de 13,52%, sendo 3,20% deste total a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os funcionários das distribuidoras de combustíveis - que têm data-base em 1º de janeiro - conseguiram 3,50% de reajuste.
Hoje, o Paraná conta com 25 mil trabalhadores em postos de combustíveis como frentistas, funcionários de lojas de conveniência e lubrificadores. O salário de um frentista com o adicional de periculosidade é de R$ 600.

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