Gasolina dispara 15% em Londrina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
O consumidor que precisou abastecer seu automóvel nos últimos dias em Londrina certamente tomou um susto com os valores da gasolina comercializados. De acordo com o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do combustível entre os dias 28 de agosto e 3 de setembro no município ficou em R$ 2,61, com mínimo de R$ 2,39 e máximo de R$ 2,79. Ontem, a FOLHA realizou uma pesquisa rápida em seis postos de diversas regiões da cidade e constatou aumento de até 15% no produto. Em certos estabelecimentos, o preço saltou mais de R$ 0,30, chegando a R$ 2,89. Já o menor valor encontrado pela reportagem foi de R$ 2,56.
Segundo Roberto Fregonese, presidente do Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustiveis-PR), um litro de gasolina na refinaria (sem transporte) está custando para o distribuidor R$ 2,28. Fregonense calcula que o produto está chegando aos empresários da cidade numa faixa entre R$ 2,36 e R$ 2,37. ''É uma alavancada que assusta o consumidor. Mas, os valores comercializados agora (que foram pesquisados pela FOLHA) estão dentro do normal. Bem similar aos daqui de Curitiba'', relata.
Roberto explica que há dois fatores envolvidos neste aumento imediato. Uma parte é devido à elevação do preço do etanol anidro, que compõe a gasolina, e principalmente ao comportamento de mercado específico de Londrina. ''Os preços da cidade estavam abaixo dos preços de mercado. Isso porque os postos com bandeira estavam tentando combater aqueles preços completamente em desacordo com a realidade do setor. Para fazer isso, eles acabaram subsidiando os preços. Entretanto, não é possível fazer isto por muito tempo''.
O que Fregonese quer dizer é que os estabelecimentos que trabalham na ilegalidade acabam influenciando diretamente no mercado. Ele comenta que os empresários que estão trabalhando de acordo com a lei tentam, por certo período, manter os preços baixos para disputar diretamente com os estabelecimentos irregulares. ''Depois, o preço acaba explodindo. Dos 116 postos de Londrina, cerca de 40 possuem problemas, e são sempre os mesmos. É um número muito elevado, quase 1/3 do mercado. Em Curitiba, dos 400 postos, no máximo 80 são problemáticos'', compara.
Para o presidente dos Sindicombustíveis, a única forma de atenuar este problema é continuar com ações como as que o Ministério Público e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) estão promovendo na cidade. ''Este trabalho é a única forma de proteger o consumidor'', conclui.


