Os preços da gasolina, do diesel e do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, estarão mais caros a partir de hoje. O preço da gasolina nas refinarias subirá 1,41% e o do gás de cozinha, 1,19%. Na bomba dos postos de gasolina, onde os preços são liberados, o repasse final vai depender do comportamento do mercado. O diesel, que tem os preços tabelados para o consumidor final, sofrerá um aumento de 1,2% nas refinarias e de 3,2%, em média, nos postos de gasolina.
O reajuste foi autorizado pelos Ministério da Fazenda e de Minas e Energia para compensar a elevação de 2% para 3% da alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que começa a vigorar a partir de hoje. O aumento não decorre, no entanto, da desvalorização do real. Por enquanto, o governo afirma que não vê necessidade de aumentos porque a Petrobras dispõe de estoques elevados.
Os efeitos da desvalorização do real serão absorvidos pelo governo por meio da Parcela de Preço Específica (PPE), que integra a formação dos preços dos derivados praticados pelas refinarias. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Fazenda, em nota oficial divulgada na sexta-feira. De acordo com o Ministério da Fazenda, a PPE funciona como um ‘‘colchão amortecedor’’, que tem como objetivo permitir que as elevações repentinas do preço do petróleo no mercado internacional e as variações cambiais não sejam repassadas de imediato aos preços internos sem onerar a Petrobras.
Os preços da nafta petroquímica, querosene de aviação e asfalto que também são atrelados ao mercado internacional, não terão reajuste neste momento. O limite de tempo para o governo manter os preços sem repassar o custo da desvalorização vai depender do ajuste fiscal. Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, a decisão do governo de absorver o impacto da desvalorização cambial nos preços de petróleo não provocará a volta do déficit na conta petróleo. A decisão do governo trará um impacto nas contas do ajuste fiscal, afirmou Bier, mas os cálculos da perda de receitas ainda não foram concluídos.

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