Gasolina deverá ter menos álcool
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quarta-feira, 26 de julho de 2000
Agência Estado De Brasília 
Técnicos dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento, junto com representantes da Petrobras, vão avaliar, em reunião prevista para a próxima semana, a possibilidade de redução, em dois pontos porcentuais, da mistura de álcool anidro à gasolina, fazendo com que a mistura, que hoje é de 24%, retorne aos 22% utilizados até 1997.
A proposta de redução da mistura foi feita pelo ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, na última reunião do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), realizada na segunda-feira à noite.
Entre outros aspectos, os técnicos vão avaliar, principalmente, o efeito que essa redução teria na arrecadação do PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Com a proposta, Pratini de Moraes quer evitar possíveis problemas de abastecimento e conter a tendência de alta dos preços da gasolina e do álcool, em virtude da quebra de safra de cana-de-açúcar da região Centro-Sul.
Essa quebra, estimada em cerca de 20%, deve-se à seca prolongada seguida de geadas na região. Embora possua um estoque de cerca de 800 milhões de litros de álcool, o governo quer evitar a volta dos leilões do produto, que foram feitos de dezembro a março passados.
Nesse período, foram realizados sete leilões, com uma oferta média de 60 milhões de litros em cada venda. O governo teme que a queima dos estoques, agora, poderá provocar uma alta de preço do álcool no futuro.
A redução no volume de álcool adicionado à gasolina deverá proporcionar uma economia de aproximadamente 400 milhões de litros de anidro, segundo informou ontem o presidente da União da Agroindústria Canavieira (Unica), João Carlos Figueiredo Ferraz.


