São Paulo - Desde junho do ano passado, os postos de combustível dos municípios de Foz do Iguaçu e Santa Terezinha do Itaipu, no Paraná, já demitiram 170 de 550 funcionários. A gasolina argentina é apontada como vilã pelo Sindicato dos Revendedores de Combustíveis (Sindicombustíveis) do Estado.
Em Puerto Iguazú, no lado argentino da tríplice fronteira (entre Brasil, Argentina e Paraguai), é possível comprar gasolina de R$ 1 a R$ 1,10 mais barata do que no lado brasileiro.
Para o diretor regional do Sindicombustíveis, Walter Venson, 55, as demissões irão continuar caso as autoridades ''não se sensibilizem com o problema''. Ele atribui à carga tributária as diferenças de preço entre a gasolina argentina e a brasileira. Segundo Venson, os argentinos produzem gasolina R$ 0,38 mais barata que a brasileira.
Na Tríplice Fronteira, em razão de um forte esquema de fiscalização da Receita e da Polícia Federal, o contrabando de combustível a partir da Argentina não chega a ser significativo. O problema é que usuários de veículos do lado brasileiro conseguem abastecer seus carros em Puerto Iguazú.
A fronteira do Brasil com o Uruguai, no Rio Grande do Sul, é uma exceção: não se verifica o contrabando de combustível, já que os preços estão semelhantes aos praticados no território brasileiro.

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