Foz do Iguaçu - Estudo encomendado pelo Sindicato dos Combustíveis do Paraná apontou que a gasolina argentina é prejudicial aos veículos brasileiros. A entidade quer usar o resultado como um alerta para moradores de Foz do Iguaçu que cruzam a fronteira rumo a Puerto Iguazú, atraídos por um combustível mais barato.
A pesquisa foi realizada pelo laboratório Chronion Análises Químicas, de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba. Conforme o laudo, tanto a gasolina comum como a aditivada não tem álcool, ‘‘podendo haver falta de oxigênio para queima de combustível e consequente carbonização do motor’’, já que veículos nacionais são regulados para gasolina com álcool.
Outro aspecto preocupante, segundo o laudo, é a identificação de teor de benzeno (2,07%) acima do especificado para gasolina comercializada no Brasil (1,5%). O benzeno é cancerígeno. Além disso, o nível de octanagem (78,7) está abaixo do determinado pelo governo (80). Os técnicos também encontraram na amostra um componente químico de uso proibido no Brasil.
O alerta é uma tentativa de amenizar as quedas nas vendas por causa da concorrência com os postos argentinos. Segundo o sindicato, em média 25 brasileiros atravessam a fronteira por hora, em dias úteis. Esse volume triplica aos finais de semana. O gasolina da Argentina é vendida a R$ 1,12 o litro, enquanto em Foz custa R$ 1,70. A queda no movimento na cidade paranaense já provocou a demissão de mais de 70 frentistas de postos.

mockup