A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) realiza no próximo dia 10, em Londrina, uma reunião para debater com a população da região a instalação da rede de distribuição de gás natural no Norte do Estado. A empresa tem prazo até o ano 2002 para inaugurar a rede. O estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA) indicou que o traçado deverá seguir pelas BRs 369 e 376, que ligam Londrina, Apucarana e Maringá.
Elaborado pela Copel, o estudo está sendo analisado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que tem 45 dias para marcar audiências públicas sobre o assunto. Destas audiências, depende a liberação da licença. ‘‘Um ponto positivo é que, margeando as rodovias, a construção da rede não provocará impactos ao meio ambiente’’, avaliou o engenheiro da Compagas, Alexandre Haag Filho.
Onze municípios devem ser contemplados pela rede, que tem 82 indústrias como potenciais clientes. Existem três opções de abastecimento para trazer o gás natural ao Norte do Paraná: Pitanga (gás paranaense), Penápolis e Doutor Ulisses, ambas do Gasoduto Bolívia-Brasil. ‘‘Estamos negociando estas opções com a Gaspetro e Petrobras. Para agilizar o processo, contratamos a Petrobras para fazer o estudo de viabilidade do traçado e, a Copel, para a elaboração do EIA/Rima do gasoduto’’, disse Haag Filho.
A fonte de gás deve ser escolhida até o final deste ano. ‘‘Para levar o gás até o Norte, dependemos da construção de uma termoelétrica. A melhor opção de fonte seria Pitanga. Só que a Petrobras tem que confirmar se o poço do Mato Rico tem demanda suficiente de gás’’, disse Haag Filho. ‘‘O mais importante é que seja economicamente viável porque o gás tem que chegar à região por um preço compatível às outras fontes combustíveis como óleo e madeira’’.
Com cerca de 200 quilômetros de extensão, a rede de distribuição prevê investimentos de R$ 40 milhões. O consumo na região Norte deverá ser de 500 mil metros cúbicos de gás natural/dia.

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