Rio de Janeiro - O comitê multilateral de estudos para o projeto do gasoduto do Cone Sul vai contar com representantes da Bolívia, Peru, Chile, Paraguai e Uruguai a partir de março, além dos atuais parceiros, Brasil, Argentina e Venezuela - ou seja, oito países no total. A informação foi dada ontem pelo ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, após encerramento de reunião do grupo no Rio para estabelecer o cronograma dos estudos. Segundo o ministro, o projeto, que prevê um gasoduto de 9 mil quilômetros entre a Venezuela e a Argentina, atravessando o Brasil, tem seu orçamento na casa dos US$ 20 bilhões. ''É o maior existente no mundo'', disse.
Para o ministro, a participação desses outros países é importante, já que o projeto vai ''permitir que todos sejam atendidos, em abastecimento ou em mercado para seu produto''. O ministro confirmou que a idéia é atender o mercado brasileiro até 2012. Para isso, as obras teriam de começar ainda no final de 2006.
O comitê multilateral deverá entregar, até o dia 7 de julho, um relatório completo detalhando o projeto, incluindo, além do valor do combustível, as reservas disponíveis, o mercado a ser atendido, o traçado e as formas de financiamento.

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