Até novembro, as redes de distribuição de gás do Paraná devem fornecer 800 mil metros cúbicos por dia para 125 empresas do Estado. A capacidade total do gasoduto, que receberá o gás natural boliviano, será inicialmente de um milhão de metros cúbicos por dia. Em oito anos, passará para 1,9 milhão de metros cúbicos.
Ontem, o governador Jaime Lerner, o presidente da Copel, Ingo Hubert, e o presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás), Luís Roberto Bruel, assinaram contrato para a implantação de 194 quilômetros de rede de distribuição de gás. Um dos novos trechos, de 104 quilômetros, fica entre Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, e Ponta Grossa, e está nas mãos do consórcio Bueno-Azevedo Travassos. O outro, de 90 quilômetros, ampliará o atendimento às indústrias da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e RMC. As obras nesse último trecho serão feitas pelo consórcio Carioca-Passarelli. O investimento nos dois trechos é de cerca de R$ 20 milhões e as obras devem estar concluídas em outubro.
‘‘O Paraná se qualifica para dar continuação ao processo de industrialização’’, afirmou o governador. Lerner lembrou que o Estado vai poder ampliar sua rede de gás com a entrada em operação de ramais da Argentina e de Pitanga (PR).
Hoje, o Paraná só tem 47 quilômetros de redes na CIC e em Araucária. Para completar a obra e chegar até Campo Largo, faltam ainda 12 quilômetros. O trecho está parado por reclamação de ambientalistas, segundo Bruel. Desde outubro de 1998, cinco empresas estão recebendo gás natural. Com o término do trecho, outras dez serão atendidas. O consumo das indústrias nos 59 quilômetros será de 165 mil metros cúbicos, sendo que a quantidade contratada com a Petrobrás é de 216 mil metros cúbicos.
O gás natural substitui outras fontes de energia como o GLP, lenha e óleo combustível. Segundo Bruel, a troca pelo gás natural não prejudica o meio ambiente, já que ele não é poluente, é mais econômico que outros energéticos, e melhora a qualidade final do produto.DivulgaçãoEnergia garantidaO governador Jaime Lerner discursa durante solenidade para assinatura de contrato que prevê implantação de 194 quilômetros de rede de distribuição de gás: ‘‘O Paraná se qualifica para dar continuidade ao processo de industrialização’’Anna Camanducaia

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