Gás puxa alta dos preços administrados
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de agosto de 2002
Rosana Félix<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A aumento de 6,05% do botijão de gás em Curitiba, em julho, foi o principal responsável pela alta dos preços administrados. A cesta básica dos itens que têm valor controlado pelo governo federal subiu 0,54% no mês. Nos sete meses do ano, o gás já subiu 28% em Curitiba. De acordo com o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), as distribuidoras estão se apropriando do lucro com a venda do gás.
De acordo com levantamento divulgado ontem, o preço do botijão sai da Petrobras por R$ 8,94 e chega ao consumidor por R$ 25,00, em média. A Petrobras fica com 33,47% do preço final e 21,45% são impostos federais e estaduais. As distribuidoras ficam com 30,59% e as revendedoras com 14,5%.
''Quase metade do preço do gás é margem de lucro das empresas'', observou o economista técnico do Dieese, Cid Cordeiro.
A cesta básica de serviços públicos custou R$ 350,36 para uma família curitibana em julho. Isso inclui gastos com transporte, telefonia, correios, pedágio, gás, energia elétrica e combustível. ''Se o governo controlar os preços dos combustíveis e do gás, só vai haver novo aumento de tarifas em dezembro. O impacto maior já ocorreu'', explicou Cordeiro. Em junho, os preços administrados tiveram alta de 3,85%, o que contribuiu para inflação de 1,22% julho, a mais alta do ano em Curitiba. Enquanto os preços controlados tiveram aumento de 8,13% entre janeiro e julho, a inflação foi de 4,15%.


