Gás de Pitanga tem boa qualidade, diz técnico
O gás natural do poço do Campo de Mato Rico, que fica na região de Pitanga, é de boa qualidade, segundo um técnico da Petrobrás, responsável pelos testes do combustível naquele poço. Ele conversou com a reportagem da Folha ontem à tarde, por telefone, mas preferiu não se identificar. Segundo o técnico, os testes feitos no poço comprovam que o gás pode ser utilizado em termoelétricas, indústrias e veículos. Falta apenas comprovar se existe volume suficiente.
Ele adiantou que a expectativa da Petrobrás é de que a produção do poço seja de 1 milhão de metros cúbicos de gás/dia. Os testes, que estão sendo feitos há cerca de um mês e que devem terminar nos próximos dias, indicam este número, afirmou o técnico, que acredita que nos próximos dois anos a Petrobrás deverá descobrir poços similares na região. Em cinco dias, a sonda da Petrobrás será deslocada para o município de Palmital.
O poço do Campo de Mato Rico é o terceiro que a Petrobrás perfura na região de Pitanga nos últimos dois anos. Os primeiros foram o Barra Bonita 1 e o Barra Bonita 2, que juntos têm capacidade de produzir 130 mil metros cúbicos de gás por dia. Por causa do baixo volume, só são viáveis para investimentos locais.
Os testes no poço de Mato Rico estão avaliando a vazão e a pressão do gás para determinar o potencial de produção do campo. Ele explicou que, quando o reservatório de gás é pequeno, o poço queima durante no máximo três dias com a pressão em declínio até acabar. Quando a reserva é grande, a pressão se mantém durante vários dias. O poço de Mato Rico está queimando há cinco dias com a mesma pressão, afirmou. O bico de gás do poço será fechado hoje para checar se, quando aberto daqui a dois dias, a pressão continuará igual à inicial. A pressão do poço, que tem 2,6 mil metros de profundidade, é de 2,7 mil PSI (Pounds Square Inches), que significa libra por polegada quadrada. A pressão é tão boa que não precisaríamos instalar nenhuma estação de bombeamento para levar o gás até Londrina.
Já estamos negociando a venda do gás de Pitanga com a Compagás, contou o técnico da Petrobrás. Ele acredita que o gás de Pitanga custará mais barato do que o do possível ramal Bolívia-Brasil. Em Bauru, o gás vai custar US$ 2,7 por milhão de BTU (Britsh Termal Unit) - cada milhão equivale a cerca de 30 metros cúbicos de gás, informa. (Cláudia Lopes)





