Lucinéia Parra
De Maringá
Engenheiros da Compagás – empresa que vai fazer a distribuição do gás natural a partir da instalação do gasoduto na região norte do Estado, estiveram reunidos ontem com o secretário de Indústria e Comércio de Maringá, Miguel Fuentes Sala e com diretores do Conselho de Desenvolvimento de Maringá (Codem), para reavaliar a demanda da cidade. O objetivo foi conhecer a capacidade de absorção do gás natural das indústrias já instaladas e dos projetos de novas indústrias no município.
De acordo com o engenheiro Alexandre Haag Filho, a partir dos estudos prevendo a demanda de Maringá, será possível fazer o projeto do traçado por onde o gasoduto passará e determinar o estudo sobre o impacto ambiental. A data da chega do gás natural na cidade vai depender, conforme Haag Filho, da definição sobre a fonte de suprimento. Atualmente, existem três alternativas: o gás poderá ser extraído de Pitanga/Mato Rico; Penápolis (SP); ou da Argentina. A escolha, explicou Haag Filho, vai depender do custo do gás de cada uma das três opções.
‘‘A única possibilidade de que o gás comece a ser distribuído ano que vem é ser for extraído de Pitanga’’, afirmou o engenheiro Liberato Álvaro Massucci. Segundo ele, a extração do gás de Pitanga/Mato Rico, está dependendo da prospeção de pressão, uma vez que, o que foi dimensionado até o momento, é insuficiente para atender a demanda do norte do Paraná.
O consumo de Maringá, conforme Salas, é de 155 mil metros cúbicos/dia de gás natural. Entretanto, segundo ele, existem dois projetos industriais que devem elevar significativamente a demanda da cidade. O primeiro projeto é de uma indústria de química fria que vai consumir 190 mil metros cúbicos/dia. O segundo sub-projeto, que está sendo desenvolvido pelo Codem, é de duas usinas termoelétricas – uma em Maringá e outra em Londrina – com capacidade de consumo de gás natural de 1 milhão de metro cúbico/dia. O subprojeto será encaminhado para uma instituição financeira dos Estados Unidos que já demonstrou interesse em fazer o projeto dos estudos de viabilidade econômica das duas usinas. Só o projeto de viabilidade econômica, segundo Salas, vai custar US$ 550 mil. ‘‘Será esta instituição que vai financiar o projeto a fundo perdido’’, disse o secretário.

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