Gás de cozinha pode subir 9,4% no PR
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de agosto de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O consumidor paranaense vai pagar mais caro pelo gás de cozinha a partir desta semana. O preço médio do botijão de 13 quilos deve passar de R$ 32 para R$ 33. Em setembro, com o dissídio coletivo dos trabalhadores das distribuidoras e revendedoras de gás do Estado, o valor do produto deve saltar para R$ 35. De acordo com informações do Sindicato dos Revendedores de Gás do Paraná (Sinregás-PR), a parada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, levou as distribuidoras de GLP (gás liquefeito de petróleo) aumentarem o valor do botijão em torno de R$ 1. A refinaria parou ontem e deve ficar em manutenção durante 28 dias.
O presidente do Sinregás-PR, José Luiz Rocha, disse que, com a parada da Repar, as distribuidoras terão que trazer de outras bases o GLP para ser envasado em Araucária e isso irá aumentar os custos com transporte. Segundo ele, as distribuidoras de gás vão ter que buscar o produto em Paulínea (SP) e Canoas (RS) e já começaram a repassar o custo de R$ 1,00 por botijão.
Rocha disse que ainda há algumas revendas no Estado com estoque e preço antigo. Outro custo que deve ser repassado é o reajuste salarial dos trabalhadores do setor que deve vigorar a partir de 1º de setembro. Ele afirmou que não é possível prever como vão ficar os preços depois que a Repar voltar a operar.
Hoje, o Estado conta com 9.151 revendas de gás que constam no site da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Ele acredita que este número caia pela metade depois do recadastramento do setor que a agência pretende realizar. Em Araucária operam hoje cinco distribuidoras: Liquigás, Ultragaz, Copagaz, Nacional Gás Butano e SHC.
A Liquigás informou que vai repassar apenas o custo do frete. A Ultragaz não comenta aumento de preços. O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sergio Bandeira de Mello, disse que o preço é livre e regido pelo mercado. Ele afirmou que não foi comunicado do aumento das distribuidoras no Paraná. ''Um aumento de custo para as distribuidoras não significa aumento imediato para o consumidor final e para a revenda'', disse.
Ele explicou que uma parada de manutenção na Repar justificaria um aumento de até 10% no custo do produto para as empresas, o que daria R$ 1,20 por botijão, ou seja, o custo do frete. A Repar informou através da assessoria de imprensa que há estoque suficiente de derivados de petróleo para este período de quase 30 dias. Por isso, não haveria justificativa para o aumento do gás de cozinha. A refinaria esclareceu ainda que a parada de manutenção vem sendo planejada desde 2006.
Outros combustíveis - O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, disse que para a gasolina e o diesel não deve haver aumento de custos. Segundo ele, nos últimos 30 dias houve um repasse de R$ 0,04 no preço do diesel mas sem nenhuma relação com a parada da Repar.


