Curitiba - Indústrias, estabelecimentos comerciais e condomínios residenciais estão pagando mais pelo Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) desde quarta-feira. O reajuste de 15% no preço do produto vendido pela Petrobras às distribuidoras já foi repassado para as revendas e começa a chegar ao consumidor final. Apesar de o aumento valer apenas para o chamado gás industrial, o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Paraná (Sinregas-PR), José Luiz Rocha, afirma que o preço do gás de cozinha também pode sofrer reajustes.
A mudança nos valores foi anunciada pela Petrobras em 28 de dezembro e passou a vigorar a partir do primeiro dia útil de 2008. O aumento de 15% vale para o GLP armazenado em vasilhames de 20, 45 e 90 quilos, além do produto vendido a granel. Esse tipo de gás é usado por pequenas e médias indústrias, estabelecimentos comerciais como padarias, bares e restaurantes, além de condomínios residenciais. O preço do gás industrial não era reajustado desde março de 2003, quando subiu 12%.
Segundo José Luiz Rocha, o repasse para o consumidor final é imediato. Isso porque as revendas trabalham com estoques pequenos e já estão comprando o gás das distribuidoras com o novo valor. Em Curitiba, o Sinregas-PR estima que o botijão de 45 quilos, que era vendido em média a R$ 130, passe a custar em torno de R$ 149,50. ''Como o mercado é livre, existem variações de preços. Em alguns pontos do Estado, o valor deve ficar até mais alto'', explica Rocha.
Mesmo com a Petrobras tendo mantido inalterado o preço do chamado gás de cozinha, o presidente do Sinregas-PR afirma que o aumento do gás industrial pode puxar para cima também o valor do GLP vendido em botijões de 13 quilos. ''O reajuste anunciado pela Petrobras foi apenas para o gás industrial, mas com isso a relação do preço por quilo do gás acaba ficando diferente. Isso pode abrir espaço para que aumente também o valor do botijão de 13 quilos nas revendas'', declara.
De acordo com Rocha, esse reajuste pode acontecer por causa da baixa rentabilidade proporcionada pela revenda de gás de cozinha. ''O botijão de 13 quilos está há 4 anos e nove meses sem qualquer reajuste e as revendas estão arcando com esse custo, que está se tornando insuportável'', afirma. O presidente do Sinregas-PR diz ainda que o percentual de reajuste pode variar de acordo com cada revenda. ''Teríamos que repassar (para o gás de cozinha) mais do que esses 15% para atingir uma rentabilidade aceitável. Mas por enquanto, isso não deve acontecer. A concorrência é que vai definir os índices (de reajuste)'', justifica.

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