Brasília - O governo pretende ampliar subsídios para a compra de gás de cozinha para os consumidores de baixa renda caso a possível guerra dos Estados Unidos contra o Iraque pressione o preço do petróleo e seus derivados no mercado internacional, disse ontem o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho. ''Se o dólar aumentar, não pode aumentar na cozinha da dona-de-casa'', disse o ministro.
Palocci afirmou que o conflito militar terá um efeito ''quase automático'' na cotação do dólar e no preço do petróleo e derivados. ''Nesse caso, o governo tem que criar um mecanismo de subsídio'', disse o ministro.
Embora ele não tenha detalhado o funcionamento do mecanismo, o subsídio, a princípio, seria para famílias de baixa renda. ''O gás de cozinha sempre pode ter um mecanismo de proteção, porque diz respeito ao consumo de pessoas de baixa renda'', disse ele.
O governo já tem um programa que distribui dinheiro para as famílias de baixa renda cadastradas em seus programas sociais ou com renda familiar per capita abaixo de R$ 100,00 comprarem gás de cozinha, o Auxílio-Gás. Segundo o Ministério de Minas e Energia, cerca de 8,8 milhões de pessoas recebem a cada dois meses R$ 15,00 para ajudar na compra do gás.
Quando o benefício foi instituído, em janeiro de 2002, um botijão de 13 quilos custava em média R$ 18,69. Em dezembro, o valor médio era R$ 28,05.

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