Rio de Janeiro Apesar de não estar na lista dos combustíveis que terão seu preço reduzido pela Petrobras nos próximos dias, o gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha) também deverá apresentar queda em maio. A expectativa do setor é de que sejam repassadas para o produto a desvalorização cambial do período e a redução no preço internacional do combustível.
O diretor do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Lauro Cota, também presidente da Minasgás, disse que já há no setor a sinalização para esta queda no preço em maio. Analistas estimam que esta redução possa passar de 8%.
Segundo Cota, porém, a redução de preço não deve ser movida só por motivos pontuais. ''Além da queda influenciada pelo câmbio e pelos preços no mercado internacional, é preciso haver uma revisão geral do setor'', disse. Os ''gargalos'' do setor, segundo ele, já foram apresentados à ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, em reunião na qual foi criado um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Petróleo e Gás do Ministério e representantes da ANP, Petrobras, Sindigás, Federação dos Revendedores de Gás (Fergás) e Federação Nacional das Associações do Comércio Varejista Transportador de Gás Liquefeito de Petróleo (Fenegás).
O grupo de trabalho estuda as propostas para o setor e um novo encontro com a ministra deve ser convocado para a reavaliação do setor. ''Não existe um prazo definido para que esta reunião ocorra, mas acreditamos que será o mais breve possível'', disse Cota.

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