Depois da gasolina, agora é a vez do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, pesar um pouco mais no orçamento familiar dos londrineses. As principais companhias distribuidoras que atuam no setor repassaram aos revendedores do Paraná um aumento entre 6% e 6,5%. A justificativa é o reajuste dos salários e benefícios dos trabalhadores da categoria (dissídio coletivo), que possui data-base em setembro, além do aumento dos custos operacionais das revendas. De acordo com o levantamento de preços realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o botijão de 13 quilos (kg) de GLP estava sendo comercializado em Londrina na última semana em média a R$ 40,38.
Por todo o município existem revendedores que já repassaram os novos valores, enquanto outros ainda estão avaliando como irão fazê-lo. Na pesquisa rápida realizada pela reportagem da FOLHA, o preço do botijão de 13 kg está sendo cotado entre R$ 40 e R$ 46. Com o percentual de aumento sugerido, em alguns locais o produto pode atingir a casa dos R$ 50. Segundo a ANP, o valor médio de comercialização no Paraná no primeiro semestre foi de R$ 38,89 para este produto, enquanto no País foi de R$ 39.
Como acontece com o combustível, a guerra de mercado do GLP também é ferrenha em Londrina. Poucos são os donos de revendas que aceitam conversar sobre a situação. Um deles, que preferiu não se identificar, ainda não sabe como vai lidar com tal aumento. Segundo ele, o grande problema é que as próprias companhias competem com os revendedores das outras marcas. ''Teoricamente eu teria que aumentar o P-20 (GLP para comércio e indústria) de R$ 70 para R$ 74, mas não sei como fazer. Há uma companhia que está oferecendo o mesmo produto aos meus clientes por R$ 55, abaixo do preço de custo. Elas querem nossos clientes de qualquer forma, tratam os revendedores como atravessadores'', revela.
Como noticiado pela FOLHA, em março deste ano já houve um aumento repassado por algumas companhias. Na época, nem todos os revendedores aderiram, já que o incremento não foi justificado pelas empresas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores das Distribuidoras de Gás do Estado do Paraná (Sinregás-PR), José Luiz Rocha, o natural é que as companhias realizem o aumento em setembro. ''Os revendedores também aproveitam a data para o repasse de algum custo operacional do seu negócio'', complementa.
Para o economista Renato Pianowski, é mais um reajuste que, no final das contas, influencia no poder de compra do consumidor. ''É a carne, a gasolina e outros produtos da cesta básica que impactam no orçamento. O gás é um produto que é utilizado no dia a dia e este aumento influencia, ainda mais porque está acima da previsão da inflação para este ano, algo em torno de 5,03%.''

Imagem ilustrativa da imagem Gás de cozinha dispara 6,5%
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