Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) prevê que o gás de cozinha (GLP) deverá ter neste ano um preço médio 10% superior ao registrado em 2003. Até dezembro, o Copom previa que o gás de cozinha ficaria só 3,5% mais caro neste ano.
Outras tarifas, entretanto, tiveram as projeções mantidas. A gasolina, segundo o Copom, deverá ter um aumento de 9,5% neste ano por conta do aumento da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). No caso das tarifas de telefonia, o BC aposta que haverá alta de 6,6%.
A projeção leva em conta que a Justiça não vai reverter a decisão do ano passado, quando substituiu o reajuste de tarifa pelo IGP-DI previsto nos contratos para uma alta com base no IPCA índice de inflação que apresentou alta menor. Caso contrário, a parcela de reajuste bloqueada seria repassada para este ano e o Copom teria de rever sua previsão.
O BC ainda projeta uma alta de 6,8% para a energia elétrica residencial em 2004. Por último, o conjunto de preços administrados (energia, telefonia etc.) deve ter uma variação positiva de 7,8%, segundo o Copom.

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