Agência Graffo
  Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) comparou preços do gás liquefeito de petróleo (GLP) – o gás de cozinha – do gás natural (GN) em seis estados do país e constatou que, em geral, o uso do gás natural pelo consumidor residencial brasileiro, nos poucos estados em que ele está disponível, continua a ser pouco vantajoso.
  Apenas na Bahia o consumo de gás natural é mais vantajosos, com uma diferença de menos de R$ 1. No Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Paraná ainda é melhor usar o GLP no lugar do gás encanado (GN). Apesar de o GN ser considerado mais seguro e mais limpo que o gás de botijão, seu preço e a política tarifária praticada no setor tornam-no bem menos atraente que o gás de cozinha (GLP).
  Segundo o Idec, diferente do que acontece com a energia elétrica e as tarifas de telefone fixo, em que o consumidor consegue prever o reajuste, com o GN não há previsão. Dessa forma, o gasto previsto com essa despesa pode pesar mais no bolso do consumidor do que ele espera.
  Entre julho de 2007 e agosto de 2008, não houve reajuste do GN no Paraná e no Rio Grande Sul. Em Pernambuco houve alta de 37%, no período, em São Paulo o aumento ficou em 20,27% e no Rio de Janeiro, 15%. A maioria dos reajustes ficou acima da inflação medida pelo IPCA-10, que ficou em 6,37% entre julho de 2007 e agosto de 2008.

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