O gás da Bolívia ainda não chegou, mas já há empreendimentos acertados para o seu uso, como uma termoelétrica em Corumbá; uma de 300 megawatts em Campo Grande; quatro em São Paulo; uma em Joinville e também o uso do gás como combustível em ônibus, em São Paulo e Curitiba. São investimentos estimados em mais de US$ 1,2 bilhão, além de gerar mais de 1.500 empregos. Sem se falar na distribuição de gás pela Comgás e outras companhias de distribuição do produto das regiões Sul/Sudeste, envolvendo também investimentos pesados, ao redor de US$ 200 milhões.
Além disto, houve investimentos também em toda a infra-estrutura montada para a produção e distribuição dos tubos do gasoduto, por parte do consórcio que fornece o produto, liderado pela Confab Industrial. Foi montada uma estratégia logística para a retirada dos tubos das fábricas, com mais de 100 caminhões. Mais de 75% dos tubos já estão entregues, admitiu um executivo envolvido na operação.
A usina termoelétrica de Corumbá com 150 megawatts de potência deverá estar pronta em dois anos, solucionando o problema de energia na região, com investimentos de mais de US$ 100 milhões; em Campo Grande, a Enersul construirá uma termoelétrica de 300 megawatts com outros parceiros, utilizando também o gás da Bolívia.
Em São Paulo há quatro termoelétricas programadas, sendo uma da Eletropaulo de 900 megawatts; outra em São Paulo também próxima ao pólo de Capuava; outra em Cubatão; e uma em Paulínia, próxima a Refinaria do Planalto, para atender ao novo pólo petroquímico a ser formado pela Odebrecht/Petrobrás/ Itausa.
Além destas há também a termoelétrica de Joinville, com 450 megawatts de potência, que utilizará também o gás da Bolívia. A construção poderá ser iniciada ainda este ano.

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