Sobre a ‘‘Farm Bill’’, aprovada esta semana pelo Senado dos Estados Unidos, elevando o volume de subsídios aos produtores de soja, milho e algodão, o produtor Stefan Stremlow, coloca a questão da seguinte forma:
‘‘É o poderio do Banco Central Norte Americano (FED) contra a garra e a competência do produtor brasileiro de soja; da porteira para dentro eles se apavoram com a nossa eficiência’’. Mas Stefan admite que muita coisa está mudando também do lado de fora da porteira, com melhorias na logística, por exemplo, a começar do sistema de transporte.
‘‘Hoje eu vejo o governo brasileiro mais preocupado, mais compromissado com a produção. Há medidas práticas contra o custo Brasil, por exemplo’’, afirma o produtor.
A ‘‘Farm Bill’’ concede subsídio adicional à agricultura norte-americana de US$ 45 bilhões durante cinco anos. São quase US$ 150 bilhões, se somados ao que já está garantido em orçamento, mais de US$ 100 bi, entre 2002 e 2006. Os subsídios norte-americanos incluem preocupação com a questão ambiental e ajuda alimentar humanitária. Embora o volume de subsídios tenha aumentado, a partilha dos produtores caiu para US$ 275 mil (era quase US$ 200 mil). Este é um aspecto que levou analistas a admitirem que houve progresso na política dos Estados Unidos. Mas tudo vai depender do preço de garantia por bushel.
Os valores exatos do subsídio norte-americano só serão conhecidos após aprovação das propostas (são duas, uma da Farm Bill e a proposta em vigor) pela Comissão de Conferência do Senado que fará a conciliação entre os dois projetos.

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