Curitiba - A produção de grãos deste ano do Paraná caiu em relação ao ano passado, conforme apontou o balanço do Ipardes divulgado ontem. Enquanto em 2011 o Estado produziu 31,6 milhões de toneladas, no ano passado o número totalizou 32,5 milhões de toneladas. A queda de 3% foi em decorrência das geadas deste ano, apontou Julio Suzuki, diretor de pesquisa do Ipardes. A soja, com produção de 15,4 milhões de toneladas, liderou a lista de grãos, seguida de milho, com 12,3 milhões/toneladas. De 2011 para 2010 houve aumento de 9,6% da produção de soja e diminuição de 9,3% no milho.
O abate de aves cresceu 4,3%, de 2,0 milhões/toneladas para 2,1 milhões/toneladas. O abate de bovinos caiu 19%, de 248.145 toneladas em 2010 para 200.890 toneladas em 2011. Quanto a suínos, o aumento em 2011 foi de 20%, de 390.259 toneladas para 468.335 toneladas.
Este ano foi bom para a economia paranaense, mas poderia ser melhor, afirma o diretor-presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço. Segundo ele, o crescimento do Estado seria maior se as condições de infraestrutura fossem melhores, principalmente no setor de transporte. ''O maior gargalo é o Porto de Paranaguá'', afirma.
Na opinião dele, esse crescimento econômico está acontecendo por conta de um ''melhor clima de negócios'' apresentado em 2011, com o governo estadual dialogando com o setor privado.
Questionado sobre as expectativas econômicas para 2012, Julio Suzuki não quis arriscar um índice de crescimento, apesar do clima de otimismo. Ele lembra que as previsões são boas, levando em conta os R$ 8 bilhões anunciados este ano por meio de projetos de investimento do programa Paraná Competitivo. ''Mas o Paraná não é um Estado blindado'', afirmou, lembrando que se a crise internacional afetar o Brasil, o Estado também poderá sentir as consequências.

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