Gardemann compra parte da fábrica de cadeados Pado
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terça-feira, 25 de novembro de 1997
Bete Fagundes 
O empresário Alfons Gardemann, de Cambé, é o mais novo sócio da indústria Pado, fabricante de cadeados e fechaduras com sede em São Paulo, no Bairro da Moca. A compra, em outubro, foi confirmada ontem pelo diretor-presidente da Pado, Admir Armonia. É fato consumado, disse ele à Folha , por telefone.
Armonia explicou que, ao comprar grande parte da empresa, numa recomposição igualitária do quadro societário, Gardemann passa a dividir o comando da Pado com as famílias Pelegrini e Armonia, esta última com um único representante: Admir Armonia.
A fase agora é de expansão, adiantou o presidente, informando que a direção já estuda diversas propostas para relocalizar a empresa dentro do país. Uma delas é abrir filial no Paraná ou no sul de Minas Gerais. Estamos com um projeto em estudo no governo paranaense; se os interesses baterem, os nossos e os dele, a filial será aberta no Paraná, de preferência, no Norte.
Questionado sobre a possibilidade da instalação acontecer em Londrina, ou Cambé (onde Gardemann tem o Village Praça de Leilões & Eventos e o Villagio do Engenho, condomínio horizontal fechado), ele deu a entender que as duas cidades têm o mesmo peso. Gardemann mora em Londrina, rebateu.
Armonia aguarda para breve a decisão do governo do Paraná, de incentivar a abertura de uma filial no Estado. A Pado tem pressa, segundo ele: Projetamos uma expansão no primeiro ano e, no segundo, a relocalização da empresa no país; em 90 dias daremos início ao projeto. O diretor-presidente disse ainda que o faturamento da Pado em 98 deve ser de US$ 45 milhões a US$ 50 milhões. Hoje ela emprega 570 pessoas.
A empresa surgiu em 1936 com o nome dos fundadores Paioletti & Ragosta, fabricando arreios e estribos para cavalos. Em 42, recebeu um novo sócio (o alemão Dorne) e partiu para uma outra produção, de panelas com resistência elétrica e bases para ferro de passar. Com a junção Paioletti e Dorne, a empresa passou então a se chamar Pado Sociedade Ltda. Na Segunda Guerra, Dorne deixou o país e a empresa tornou-se sociedade anônima. Foi quando começou a fabricar cadeados e fechaduras. Em 53, desenvolveu e patenteou a primeira fechadura quádrupla nacional. A Folha tentou ouvir ontem o empresário Alfons Gardemann. Ele se encontrava em São Paulo em reuniões com diretores e clientes da Pado e não retornou as ligações.


