Cláudia Lopes
De Londrina
A maior empresa de transporte rodoviário do Paraná, a Viação Garcia, pretende voltar a crescer em 18 meses. A afirmação é do gerente geral João Campinha Garcia Cid, que assumiu a administração da empresa em novembro do ano passado. Uma das novidades para este final de ano é a troca das cores dos ônibus, que começam a circular com logomarca verde, pintada em fundo cinza. Todos os 600 veículos da frota estarão de cara nova até o final do ano 2000.
Em meados do próximo ano, deve terminar a fase de reestruturação da Garcia, iniciada em novembro de 98. ‘‘Estamos mudando a gestão, passando de familiar para profissional’’, disse João Garcia Cid. Um novo gerente, contratado no mercado, deve assumir a gerência da empresa em junho ou julho de 2000.
Uma das idéias que estão sob análise é a diversificação dos negócios. ‘‘Estamos pensando em abrir uma oficina que, além de nossa frota, faria serviços de terceiros. Outro plano é separar a empresa de cargas, que passaria a transportar também para outras empresas’’, disse o gerente.
A empresa, que já opera no setor de construção civil e imobiliário, também pode se lançar no ramo hoteleiro, segundo Garcia Cid. ‘‘Mas vamos centrar forças mesmo no setor de transporte’’, disse. Outra opção em estudo é a transformação em sociedade anônima.
Fundada há 65 anos, a Viação Garcia passou por um período de turbulências no final do ano passado, o que gerou boatos na cidade sobre o possível fechamento da empresa. ‘‘A Garcia não vai quebrar nunca’’, garantiu Garcia Cid. ‘‘O problema é que a empresa teve excesso de investimentos nos últimos anos, comprometendo seu fluxo de caixa’’.
Segundo Garcia Cid, todas as dívidas da empresa estão equacionadas. ‘‘Já rediscutimos os prazos de pagamento com os credores’’, disse. Apesar de não revelar o montante da dívida junto aos bancos e nem o valor do patrimônio do grupo, João Garcia Cid afirmou que a dívida corresponde a 20% do patrimônio.
Com 2,4 mil funcionários, o grupo também é dono da Viação Ouro Branco, da Princesa do Ivaí e da Garcia Tur. ‘‘Os momentos de crise podem ser positivos’’, disse Garcia Cid. ‘‘A turbulência nos obrigou a repensar a empresa para torná-la mais competitiva’’.

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