Uma forma de saber o risco que se corre ao investir em fundos de investimentos é ter conhecimento das características de cada aplicação, como a política e a estratégia adotadas. Um ganho muito alto em relação à média do mercado pode ser indicação de que o fundo é mais arriscado que os demais. O diretor de Operações da Santos Asset Management, Fernando Antonio Hadba, também destaca esses cuidados, mas não descarta a opção de o investidor procurar fundos mais agressivos.
‘‘Alguns não são tão ousados como os derivativos.’’ Um exemplo desses fundos são os FACs multicarteira, que trabalham com cotas mistas de fundo DI e de renda fixa e, em alguns casos, também apostam uma parte em ações. ‘‘Nesse caso, o aplicador precisa estar disposto a correr um certo risco’’, esclarece a diretora de Fundos para Pessoa Física da BankBoston Asset Management, Dilma Barbosa Lima.
O diretor-comercial da Linear Investimentos, Edinardo Figueiredo Junior, acredita que o interesse por fundos que apresentem perfil com alguma agressividade deve crescer nos próximos meses. ‘‘A estabilidade da economia aliada à queda dos juros faz com que o investidor procure retornos mais generosos.’’

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