Ganho maior com novo combustível é o ambiental
Curitiba O maior ganho com o novo combustível é de fato o ambiental. Com a redução de enxofre no diesel, serão emitidos cerca de 120 toneladas a menos deste poluente na atmosfera, por mês, em Curitiba e Região Metropolitana (RMC). ''Serão 250 toneladas a menos de ácido sulfúrico nas chuvas da região'', calcula o gerente geral da Repar, João Adolfo Oderich, acrescentando que o diesel interior destinado para as cidades do interior dos estados e de cor avermelhada também sofrerá uma redução de 3,5 mil ppm para 2 mil ppm.
A cada ano, no Brasil, o novo combustível vai evitar que 24 mil toneladas de óxidos de enxofre e 1.686 toneladas de material particulado (invisível) sejam lançados na atmofesra. ''De acordo com valores estimados pelo Banco Mundial, haverá uma redução nos custos sociais (prejuízos com absenteísmo, por exemplo) de 400 milhões de dólares, no Brasil, com o uso do novo diesel'', informou o consultor de abastecimento da Petrobras, Sérgio Fontes, lembrando que os corredores de ônibus das metrópoles serão os grandes beneficiados.
A Petrobras investiu 750 milhões de dólares na construção de novas unidades de hidrotratamento de suas refinarias e gerou oito mil empregos diretos para a produção do novo combustível. Só a Repar aplicou 800 milhões de dólares em uma planta do parque de refino para produzir o Diesel 500 ppm. Até 2010, serão investidos mais 2 bilhões de dólares nas outras 19 plantas buscando a evolução do combustível e torná-lo menos poluente. (F.G.)





