Be­lo Ho­ri­zon­te - ­Após dis­cus­sões na Co­mis­são de Cons­ti­tui­ção e Jus­ti­ça, os apo­sen­ta­dos de­ram im­por­tan­te pas­so pa­ra a apro­va­ção do pro­je­to que aca­ba com o fa­tor pre­vi­den­ciá­rio (­atual for­ma de cál­cu­lo que fun­cio­na co­mo um re­du­tor no va­lor das apo­sen­ta­do­rias).
  A pro­pos­ta, de au­to­ria do se­na­dor Pau­lo ­Paim (PT-RS) e que já pas­sou pe­lo Se­na­do, foi apro­va­da por una­ni­mi­da­de na CCJ, na úl­ti­ma ter­ça-fei­ra (17), ape­sar de re­sis­tên­cia do go­ver­no, que de­ve­rá apre­sen­tar uma al­ter­na­ti­va à ­atual for­ma de cál­cu­lo em ple­ná­rio.
  Uma des­sas op­ções acei­tá­veis é a cria­ção do cha­ma­do fa­tor 85/95 – quan­do a so­ma da ida­de da pes­soa e do tem­po de con­tri­bui­ção pre­ci­sa al­can­çar 85 pa­ra as mu­lhe­res e 95 pa­ra os ho­mens, pa­ra o se­gu­ra­do se apo­sen­tar sem re­du­ção do be­ne­fí­cio. A ­ideia dos pe­tis­tas é que o fim do fa­tor pre­vi­den­ciá­rio en­tre na pau­ta jun­to com as pro­pos­tas so­bre o rea­jus­te dos apo­sen­ta­dos. Por acor­do en­tre go­ver­no e cen­trais, em agos­to, o au­men­to des­ses be­ne­fi­ciá­rios que ga­nham aci­ma do mí­ni­mo se­ria cor­ri­gi­do pe­la va­ria­ção da in­fla­ção e 50% da va­ria­ção do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB) de ­dois ­anos an­tes.
  Mas a Con­fe­de­ra­ção Bra­si­lei­ra de Apo­sen­ta­dos e Pen­sio­nis­tas (Co­bap) ques­tio­na o acor­do. Se­gun­do o ór­gão, o rea­jus­te se­ria ­igual à va­ria­ção da in­fla­ção ­mais 100% do PIB de ­dois ­anos an­tes. Es­sa pro­pos­ta che­gou a en­trar na pau­ta do ple­ná­rio da Câ­ma­ra na se­ma­na re­tra­sa­da, mas foi re­ti­ra­da ­após ma­no­bra do Pla­nal­to.
  Ca­so fos­se apro­va­do pe­lo Con­gres­so, o pro­je­to, que be­ne­fi­cia ­mais de 8 mi­lhões de apo­sen­ta­dos, pro­va­vel­men­te se­ria ve­ta­do pe­lo pre­si­den­te Lu­la. O ar­gu­men­to do go­ver­no é que a mu­dan­ça re­sul­ta­ria em de­sas­tre pa­ra as con­tas pú­bli­cas, ge­ran­do im­pac­to pa­ra a Pre­vi­dên­cia So­cial de cer­ca de R$ 6,9 bi­lhões nes­te ano, se­guin­do com al­ta das des­pe­sas com Pre­vi­dên­cia, que che­ga­riam, se­gun­do de­pu­ta­dos, a 18,1% do PIB em 2050. Em 2008, fi­ca­ram em 6,89%.

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